Arquivo mensal: março 2013

22 Livros para se MORRER ANTES DE LER

   Sei que vocês vão dizer que eu errei o título do post, que na verdade estou recomendando livros para leitura, mas é exatamente o que vocês estão lendo: estou fazendo minha própria lista, depois de ter lido um post bem semelhante no Livros só Mudam Pessoas. Quantas vezes lemos uma obra e ficamos com aquela sensação de que se tivéssemos uma bola de cristal, ou um amigo legal que relatasse suas experiências literárias, a gente teria mais dicernimento na hora de escolher um livro. Não vou passar sinopse de nada, nem vou colocar em ordem nenhuma. Mencionarei obras, que estarão acompanhadas de sua imagem de capa, ponto. Comentem se vocês se identificaram com algum livro, dividam suas experiências. E quem quiser saber meus motivos para incluir algum livro na lista, peçam resenha pelos comentários! Vamos a elas (para quem não sabia, eu li sim, quase todas as obras da Saga Crepúsculo. Tenho muitas críticas a elas, e nenhuma tem a ver com a rixa estúpida entre varinhas e criaturas noturnas):
   Brida – Paulo Coelho
O Monte Cinco – Paulo Coelho
O Diário de um Mago – Paulo Coelho
   
O Alquimista – Paulo Coelho
Crepúsculo – Stephenie Meyer
Lua Nova – Stephenie Meyer
 Eclipse – Stephenie Meyer
Concerto Campestre – Luiz Antônio de Assis Brasil
O Filho Eterno – Cristóvão Tezza
O Guardador de Rebanhos – Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
A Educação pela Pedra – João Cabral de Melo Neto
Lira dos Vinte Anos – Álvares de Azevedo
 Morte Súbita – J. K. Rowling
   
Iracema – José de Alencar
O Guarani – José de Alencar
Rose Madder – Stephen King
Meu Marido Foi Embora. E Agora? – Valeria Araújo
O Dia em que Atirei no Cupido – Jennifer Love Hewitt
Tudo por um Popstar – Thalita Rebouças
Os Assassinatos da Rua Morgue – Edgar Allan Poe
Clara Hutt: Uma Vida de Bandeja – India Knight
O Crime do Padre Amaro – Eça de Queiroz
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Resenha Livro “Morte Súbita” – J.K. Rowling

casual
   Título Original: The Casual Vacancy
   Autor: J. K. Rowling
   Editora: Nova Fronteira
   Gênero: Ficção Inglesa
   Páginas: 501
   Ano: 2012
   Sinopse: Após a morte inesperada de um dos conselheiros distritais do pequeno vilarejo de Pagford, diversas disputas iniciam-se pelo seu lugar no Conselho. Muitos personagens e segredos são revelados, mostrando que o lugarzinho tranquilo esconde muita sujeira embaixo do seu tapete acolhedor de boas-vindas…
   Não sei se vou conseguir reproduzir aqui exatamente o que estou sentindo depois dessa leitura perturbadora. E fico  me perguntando se os fãs de HP que leram a obra estão sentindo a mesma coisa que eu. Minha primeira observação desde que soube dessa empreitada da J.K. no mundo adulto foi “Iupi, já estava com saudades dela”. Segunda observação ao entrar numa livraria nos últimos meses: “Uau, ela é demais, novamente na lista dos mais vendidos!”. Mas quer saber? Acredito que nem metade dos compradores ficaram satisfeitos. Me arrisco a dizer que muitos nem sequer leram a obra inteira de cara, avidamente como fazemos quando uma boa leitura cai em nossas mãos. Tenho uma amiga que não saiu das 80 páginas ainda (sei que ela vai se reconhecer aqui), e eu mesma ganhei esse livro em fevereiro e só terminei ele ontem, depois de uma parada de  quase duas semanas. Compraram por ter o nome dela na capa e por associarem à série Harry Potter.
Como a gente bem sabe, Morte Súbita é um livro para gente grande mas se tu fores como eu, ou seja, uma bobalhona, e imaginaste o Harry entrando no enredo a cada página, isso é normal. E a autora desejou nos mostrar como as coisas são de verdade, sem nada para embelezar. Fez-nos ver que nem em um mini lugarzinho onde a burguesia impera e de tudo fazem para se livrar do bairro pobre que “mancha a sua reputação” as coisas são realmente bonitas. Todos ali parecem se gostar, são amáveis e queridos uns com os outros, tranquilos… mas sob a superfície existe o que há de mais podre. Com a morte de Barry Fairbrother a podridão começa a vir à tona. Ponto para ela, gostei disso. Achei muito bacana também o fato de não ter um personagem principal exclusivo. Nas 501 páginas, a cada momento um personagem diferente roubava a cena, então tive intimidade com todos eles. Embora bom, pude notar que foi o fato determinante para a obra ter me decepcionado, no seu sentido geral. Acredito que a intenção dela desde o começo da obra foi de nos mostrar que nem sempre o sujeito do bairro rico é bom e o do bairro pobre é ruim. É aí que Krystal Weedon entra em cena: a garota delinquente de Fields. Aquela que desde os doze anos mostrava os peitos pros colegas no fundo da sala de aula. A história dela é triste e difícil, com a sua mãe viciada em heroína e sem a mínima vontade de livrar-se do vício. Ela tinha instintos bons, mesmo que ninguém a visse como boa pessoa. Era muito melhor que aquele velho pançudo do Howard, com a imbecil da sua mulher e o seu filho babão e puxa-saco dos pais. Era melhor do que o ogro do Simon, vivendo a aterrorizar a mulher babaca e os pobres filhos. E nem preciso mencionar o Bola, moleque escroto.
Rowling tentou nos mostrar que o ambiente sempre será determinante na conduta de uma pessoa. Krys no seu interior era boa, mas tínhamos que fazer uma certa força para enxergar isso. Por viver num ambiente daninho, era muito prejudicada; assim como seu irmão. Enquanto que diversas pessoas de Pagford eram cínicas e sujas por dentro, externamente eram exemplos. O seu grande erro foi se ater a tantos detalhes num livro de muitos personagens, com muitas histórias. E detalhes nojentos ainda por cima. E da metade para o final exagerou demais. Claro que ela queria a verdade nua e crua. Mas foi cruel demais, teve páginas em que eu cheguei a me arrepiar de nojo! Para vocês terem uma ideia, ela fez Stephen King, no auge dos seus detalhes repugnantes parecer um adolescente ingênuo, na minha opinião.
Foi aquela velha história: a pessoa vai colocando personagens, histórias, vê que o livro tá ficando imenso e tenta terminar rápido, de qualquer jeito. Eu digo: isso não se faz! Ao terminar tu pensas: mas já? Que final idiota. Nesse não, porque apesar de não esperar que aquilo seja o final, ao terminar a gente sente alívio, com aquele final digno de novela da Televisa. Não sei se ela quis deixar algo mega master adulto, ao mesmo tempo em que não quis nada semelhante a HP, só sei que o exagero imperou nesse livro. Além de muito sem graça. Sou daquelas que quer ter por quem torcer, algo pelo que ansiar. Aqui meu único desejo foi de terminar logo.

Resenha Livro “Lembra de Mim?” – Sophie Kinsella

   Morreram de saudades de mim, eu sei bem. Com tanto trabalho para fazer essa semana, quase não tive tempo de postar aqui. Peço que me desculpem, e hoje trago-vos um livro que foi uma surpresa para mim…

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   Título Original: Remember Me?

   Autor: Sophie Kinsella

   Editora: Record

   Gênero: Chick Lit, Romance

   Páginas: 400

   Ano: 2009

   Sinopse: Lexi Smart é uma garota em um relacionamento desastroso, dentuça, e mal sucedida na sua vida profissional. Mas tudo muda quando após um acidente ela acorda linda, maravilhosa, rica e casada…

   Não é o primeiro livro da Sophie que eu li. Comecei pela Série Becky Bloom. Lembra de Mim? foi adquirido por mim no Carnaval de 2012, depois da decepção da minha bolsa na universidade não ter sido concedida. Junto com ele comprei Casório?, esse sim meu livro favorito da escritora Marian Keyes. Ao iniciar a leitura, lendo a orelha do livro passo a pensar que tudo não poderia passar de um sonho. Apesar de eu gostar muito do gênero, ainda tinha um resquício de preconceito de que esse tipo de livro tem sempre um tema bobo. Mas não, não era sonho, não era devaneio. A Lexi era uma pobre coitada, com grandes amigas, claro. E pobre coitada. Numa droga de emprego, longe de ser bonita com o cabelo naquela cor estranha, aqueles dentes imensos… Eu imaginava ela como uma Hermione fora de Hogwarts. O namorado dela era um babaca, ela tinha perdido o pai… daí ela cai, acorda num hospital toda linda e maravilhosa, com um cara rico e bonitão de marido. Se passaram quatro anos. Se tu não pensaste que era um sonho eu vou estranhar… Depois que ela acorda descobre que foi num acidente de carro que foi parar no hospital, e não do tombo daquela noite chuvosa. Eu particularmente vivi tudo com ela. Praticamente tudo, à exceção do namorado. O meu é há quatro anos maravilhoso, uma sorte tão grande que todo o resto parece apenas um detalhe superficial. Tenho consciência de que  não sou modelo de beleza também, sou bem comum. Lexi e eu somos parecidas nisso. Eu vivi a confusão dela nessa nova vida, nova época. E falo mais do emocional: é bem estranho acordar sem nenhuma das melhores amigas e casada com alguém que sequer sabe o nome. Fiquei encucada, quis investigar para entender como isso aconteceu. Descubro aos poucos que essa vida está longe de ser perfeita, porque eu perdi minha essência. Nesse meio tempo tem um cara me assediando, procurando saber se eu realmente não lembro dele. Ele me intriga… mas torna-se meu amigo e me ajuda na busca pelo entendimento. E quando finalmente descubro, cai a ficha de que na verdade eu recebi uma segunda chance da minha vida. As coisas não estavam boas e eu tive a oportunidade de recomeçar. Achei tão legal o fato de tudo ser realmente verdade e o jeito como ela encara as coisas. Foi bem realista, diferente de muitas das obras desse gênero que eu já li.

   Quem dera todos pudéssemos recomeçar em grande estilo… isso é o que pensamos antes de compreender que a Lexi viu o quanto a vida dela estava ruim e batalhou para mudar esse quadro. Foi uma grande conquista. E é essa a mensagem que a obra me passou. Recomendo a todos que querem começar a ler Sophie Kinsella!

Top 10 Livrarias e Bibliotecas Que Amaríamos Conhecer

Vão dizer, não são tudo de bom? Minha vontade era de casar em uma delas (e morar…)! Vi lá no Yahoo.

Livraria Beinecke Rare Book & Manuscript Library, em Yale, Estados Unidos

Beineck Rare Book e Manuscript Library

Livraria Acqua Alta em Veneza, Itália

Acqua Alta em Veneza

Shakespeare and Company em Paris, França

shakespeare and Company

Sala de leitura em Praga, Europa

sala de leitura em Praga

Livraria Ateneo, em Buenos Aires, Argentina

livraria Ateneo, em Buenos Aires

Livraria Boekenberg, na Holanda

Holanda, a livraria Boekenberg

Livraria em Pequim, China

livraria em Pequim, na China

Biblioteca Pública em Paris, França

Paris, a biblioteca pública

Livraria do Congresso, em Washington, Estados Unidos

Livraria do Congresso, em Washington

Biltmore House Library, na Carolina do Norte, Estados Unidos

Biltmore House Library, na Carolina do Norte, Estados Unidos

Pelas Livrarias #01

   Estava eu pensando (uau!), não existe passeio mais legal e produtivo para mim do que visitar livrarias, sebos e afins. Eu sou mulher e minha paixão consiste mais em comprar livros do que bolsas e sapatos! Bom, se me orgulho disso? Sim, grande parte do meu ser sente um orgulho sincero por não ser alguém de mente tão fútil. Mas a parte pequena, que coincidentemente é aquela que empunha a carteira não curte muito esse meu lado bookaholic… Tenho notado que muitas pessoas amam ler, mas evitam ir às compras por medo de:

   a) não gostarem de nada e comprarem qualquer coisa, sentindo-se culpadas por gastarem com algo que não queriam;

   b) não comprarem coisa alguma e assim deprimirem-se com a realidade de que não gastam um tostão sequer com cultura útil ou;

   c) pela mais pura e sincera preguiça em sair para ir (argh!) a uma livraria.

   O pior é que dessas tantas pessoas, mais umas tantas não compram online também. Sad, but true. Pensando nisso, a Bezerrinha aqui chegou à linda conclusão de que com o incentivo certo, isso pode mudar. Como eu vivo batendo perna por essas minas de ouro, trago-vos uma seção em que mostrarei um pouquinho do que achei em cada visita. Quem sabe isso possa ajudá-los na hora de decidir se vale ou não uma visitinha e uma compra? Claro que na minha situação, comprar uma única obra seria milagre…

   Sempre que houver visita a novas livrarias, apresentarei os lugares. Caso eu vá indo nos mesmos estabelecimentos, seguirão fotos e artigo do que eu achei de bom.

LIVRARIAS VISITADAS EM 02/03/2013

   Livraria Cultura Shopping Bourbon Country

   Livros adquiridos: 03 – Como Escrever Diálogos (Silvia Adela Kohan, Ed. Gutemberg, 2005, R$24,50), Como Narrar Uma História (Silvia Adela Kohan, Ed. Gutemberg, 2005, R$24,50), Razão e Sensibilidade/Orgulho e Preconceito/Persuasão (Jane Austen, Ed. Martin Claret, 2012, R$29,90).

   Valor pago: R$78,90

   Valeu a pena? Sim, muito!

   A Cultura tava lotadaça, como sempre. E ela atrai muitos públicos, por sua cafeteria que é uma delícia, sua diversidade de gostos, sejam eles literários, musicais ou cinematográficos. Já pensando nessa seção, preparei um material fotográfico bem bacana para vocês. Fui direto na seção de mais vendidos…

   Trilogia 50 Tons de Cinza, de E. L. James – Livros que parecem para meninas bobas, mas na verdade é fruto de uma fanfic de (pasmem!) Twilight. São livros para adultos, que conta a história de uma mulher que se apaixona por um cara maníaco sexual. Minha sinopse rápida pode não agradar as grandes massas de fãs, mas é como eu vejo essa trilogia. Como disse, é para ADULTOS. A quantidade de garotinhas que vejo lendo isso me revolta e indigna. Os pais são os maiores responsáveis, por não participarem da vida cultural dos filhos, quando estes a tem.

   Série As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin – Aeee! Nada deixa mais faceira essa meiga criatura que vos escreve do que saber, ver, que o pessoal tá investindo em bons livros. Vocês já devem ter ouvido falar de Game Of Thrones (A Guerra dos Tronos), não? Quem não assistiu né. Pois é baseado no livro de mesmo título, o primeiro dessa série de sete livros, cinco dos quais já traduzidos para o nosso idioma. As Crônicas de Gelo e Fogo conta a história de várias classes, vários grupos que se unem em tempos malignos. O Martin é considerado um dos melhores escritores da atualidade, no maior estilo Tolkien, então quem já é fã do pai d’O Hobbit provavelmente vai gostar dessa série. Tá vendendo que nem água em trio elétrico!

   Morte Súbita, de J.K. Rowling – Apesar de ficar feliz em ver uma das minhas escritoras favoritas sendo campeã de vendas novamente, fico me perguntando quantos estão comprando só pelo nome, sem ter interesse algum pelo enredo. Eu adoraria (na verdade adorarei!) falar mais sobre ele antes da minha resenha, mas não colocarei mais do que uma sinopse simples. Morte Súbita é o primeiro livro para adultos da J.K., onde a morte repentina do conselheiro de uma pequenina e tranquila cidade faz com que a população desta abale suas estruturas. Muitos segredos estão escondidos sob a fachada da sossegada Pagford…

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   A Livraria Cultura enfatiza muito os livros no idioma original, então a gente dá de cara com cada exemplar mais lindo que o outro! Quem é visitante assíduo como eu deve amar as capas de livros como os da Jane Austen, The Grimm Brothers, Charles Dickens… e o preço geralmente tá mais acessível que o traduzido. Meu inglês é regular, então quando eu compro livros originais antes de aperfeiçoa-lo é mais como colecionadora do que leitora, hehe. Os livros não estão numa seção fixa, diferentemente do que veremos na Saraiva. Eles estão em qualquer lugar! Pessoalmente, gosto mais assim, mas isso pode confundir aquelas pessoas que apenas olham a capa dos livros para comprar. Se são iguais às traduzidas, acabam levando um livro em inglês…

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   Livraria Saraiva Shopping Iguatemi

   Livros adquiridos: 02 – Under The Dome (Stephen King, Ed. Suma de Letras, 2012, R$79,90), Jogo Perigoso (Stephen King, Ed. Ponto de Leitura, 1995) R$29,90.

   Valor pago: Utilizado bônus Saraiva Plus (R$15,00) – De R$109,80 passou para um total de R$94,80.

Valeu a pena? Não. Valor salgado demais!

   Antigamente a Saraiva era minha preferida, mas isso porque eu não conhecia outras livrarias. O ambiente dela, pelo menos no Iguatemi, é de uma imensa muvuca, coisa que eu odeio em qualquer lugar. Não gosto do empurra-empurra das pessoas lá dentro. O nosso objetivo – o de minha dupla dinâmica e meu – era o de comprar apenas o Under The Dome, mais para o estudo da composição de personagens para o seu novo conto do que por necessidade de leitura mesmo. Não me levem a mal, também sou fãzassa do tio King, porém fizeram tanto auê com a turma da redoma que eu sinceramente perdi a vontade irresistível de ler imediatamente. E de mais a mais, mesmo tendo algumas pagininhas a mais do que a versão estendida de A Dança da Morte, tenho certeza que não chegará nem aos pés dessa obra que não canso de dizer que é a melhor de toda a minha vida de leitora. Lembro que na época de lançamento do livro ele tava R$49,90, R$59,90 no máximo nessas duas livrarias. De repente eles piraram na batatinha e salgaram além do imaginável o preço de um livro. Me irritei com isso, bastante. Na Cultura não planejávamos comprar nada além de um livro com dicas de escrita e acamos levando 3, quase 4, grandes obras. Na Saraiva compramos sem vontade, só porque tínhamos que comprar, saímos com esse objetivo. Engraçado é que sou master objetiva para comprar roupas e sapatos, mas livros não. Tenho que sentir uma atração, um prazer em comprar. O bom da Saraiva, o positivo dela nessa última visita é que a livraria está investindo pesado em Stephen King: grande variedade de obras. Fiquei extremamente tentada a levar O Apanhador de Sonhos, porém com o preço que tava… nossa, totalmente desmotivada. Só levei Jogo Perigoso porque realmente queria esse livro há muito tempo, mas fiquei meio insegura por pagar R$30,00 num livro de bolso.

   Um último tópico, notei de negativo nas duas livrarias que pouco tinha do universo Chick Lit. Poquíssimas obras, com um preço para lá de salgado: a partir de R$59,90. Revejam isso!

   Espero de coração que tenham gostado da primeira edição das minhas indiadas literárias, e que essas os ajudem na hora de escolher boas obras!

Curiosidades dos Meus Escritores Favoritos #01

Porque os livros deles são maravilhosos e todos nós queremos conhecer um pouco melhor cada um desses gênios das letras! ♥

   MARIAN KEYES

MK

   Nasceu em Limerick, Irlanda, em 10 de setembro de 1963.

   Ela já vendeu mais de 22 milhões de exemplares no mundo todo e foram traduzidos para 32 idiomas.

    Graduou-se em Direito na Universidade de Dublin, sem, contudo, jamais ter exercido a profissão.

   Morou em Londres por muitos anos, trabalhando ora como garçonete ora em escritórios.

   Neste mesmo período começou sua luta contra o vício do alcoolismo e, inclusive, uma tentativa de suicídio. Depois de vencida a batalha, alcançou o sucesso como escritora.

   Autora de vários best sellers do gênero Chick Lit, os seus livros exploram o universo feminino com muito humor e leveza. Seus temas centrais no entanto levam a tona muitos assuntos delicados, tais como luto, depressão pós-parto e violência doméstica. As personagens criadas pela escritora possuem perfis realistas, que permitem com que o leitor se identifique com a trajetória de vida narrada.

Spoiler: Quem é Que Gosta?

E por mais que eu deteste, às vezes deixo escapar uns sem querer… 😡

 

hahaha

Resenha Livro “A Zona Morta” – Stephen King

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   Título Original: The Dead Zone

   Autor: Stephen King

   Editora: Abril Cultural

   Gênero: Religião, Sobrenatural, Terror

   Páginas: 389

   Ano: 1985

   Sinopse: Jonny Smith é um simplório professor secundário, acorda de um coma de cinco anos aparentemente sem sequelas, a não ser por uma área de seu cérebro danificada, que o impede de reconhecer certos objetos. Os médicos dão a essa área o nome de zona morta.
Mas a zona morta abriga muito mais do que memórias esquecidas. Por conta dela, Johnny desenvolve o poder de prever o futuro. Isso támbem é sua condenação – nela cresce um tumor que rapidamente suga suas energias.
Após conhecer Greg Stillson, um inescrupuloso candidato a deputado, Johnny tem terríveis visões do político como presidente dos Estados Unidos e o país mergulhando numa guerra nuclear. Perturbado, ele terá que enfrentar o difícil dilema: sofrer em silêncio, sabendo das tragédias que virão, ou matar Stillson, numa desesperadatentativa de impedir a catástrofe prenunciada. 

   Terceiro romance do mestre King, Zona Morta já me atraiu pelo enredo: um rapaz que pode ler pensamentos, prever o futuro ou enxergar o passado de algo ou alguém simplesmente pelo toque. Bom, quem não curtiria ler pensamentos? Eu nesse momento gostaria, enfrentei um momento de turbulências no trabalho com uma colega e ex-amiga. Dá sempre aquela vontade de entender o que se passa na cabeça de um sacana, apropriando-me do termo que parece ser o preferido de Greg Stilson, haha. ZM é um romance paranormal? É, sim. Um romance que ressalta o tema do fanatismo religioso? É, sim. É uma história de amor? É, sim. Mas também, e notavelmente, é uma obra política. Não sei como SK tem esse dom de escrever – e escrever muito bem – sobre todo e qualquer tema que aparecer na sua frente. O cara entrou no universo da politicagem, e entrou com tudo. Nota máxima para ele!

   A princípio, eu julguei que a história teria como tema os assassinatos, e que Johnny desvendaria o mistério, que tornaria Sarah sua esposa, teriam filhinhos e eras isso. Cheguei até a cogitar a hipótese de o marido de Sarah ser o assassino, assim ele já virava carta fora do baralho (mas nunca deixei um segundinho de suspeitar das intenções do sacana do Stilson!). E então eu lembrei: cara, to falando do King. Isso nunca aconteceria. E de fato, estava certa. Meu excelentíssimo torturou-me bastante por ter lido antes de mim. Esse livro me marcou da mesma forma que Carrie marcou: foi dramático demais, doloroso demais. O sobrenatural, o mistério, foram deixados de lado pelo drama, pela tristeza da história. Aquela dor de desejar que pequenos fatos não se consumassem para que a desgraça toda não acontecesse. De desejar que Johnny ficasse na casa de Sarah cuidando dela, ou de que ele tivesse procurado ver se não houvera sequelas do acidente na sua cabeça, além da óbvia paranormalidade. Provavelmente quando vocês lerem a obra, viverão as páginas com o “Se” em mente. Passei por isso no momento em que terminei a parte do acidente da infância.

   Zona Morta está bem longe de ser meu livro favorito, por tratar muito de política. Eu odeio esse tema, acho muito sacal. Creio que se a história fosse mesmo centrada nos assassinatos, com mais ação, eu teria gostado muito mais. No entanto, não chega nem aos pés de Rose Madder no quesito “eu poderia ter passado sem ler”, por exemplo. A meu ver, é um romance que é legalzinho, com um tema bacana de se explorar, mas nada que te prenda.

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