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Resenha Livro “Lembra de Mim?” – Sophie Kinsella

   Morreram de saudades de mim, eu sei bem. Com tanto trabalho para fazer essa semana, quase não tive tempo de postar aqui. Peço que me desculpem, e hoje trago-vos um livro que foi uma surpresa para mim…

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   Título Original: Remember Me?

   Autor: Sophie Kinsella

   Editora: Record

   Gênero: Chick Lit, Romance

   Páginas: 400

   Ano: 2009

   Sinopse: Lexi Smart é uma garota em um relacionamento desastroso, dentuça, e mal sucedida na sua vida profissional. Mas tudo muda quando após um acidente ela acorda linda, maravilhosa, rica e casada…

   Não é o primeiro livro da Sophie que eu li. Comecei pela Série Becky Bloom. Lembra de Mim? foi adquirido por mim no Carnaval de 2012, depois da decepção da minha bolsa na universidade não ter sido concedida. Junto com ele comprei Casório?, esse sim meu livro favorito da escritora Marian Keyes. Ao iniciar a leitura, lendo a orelha do livro passo a pensar que tudo não poderia passar de um sonho. Apesar de eu gostar muito do gênero, ainda tinha um resquício de preconceito de que esse tipo de livro tem sempre um tema bobo. Mas não, não era sonho, não era devaneio. A Lexi era uma pobre coitada, com grandes amigas, claro. E pobre coitada. Numa droga de emprego, longe de ser bonita com o cabelo naquela cor estranha, aqueles dentes imensos… Eu imaginava ela como uma Hermione fora de Hogwarts. O namorado dela era um babaca, ela tinha perdido o pai… daí ela cai, acorda num hospital toda linda e maravilhosa, com um cara rico e bonitão de marido. Se passaram quatro anos. Se tu não pensaste que era um sonho eu vou estranhar… Depois que ela acorda descobre que foi num acidente de carro que foi parar no hospital, e não do tombo daquela noite chuvosa. Eu particularmente vivi tudo com ela. Praticamente tudo, à exceção do namorado. O meu é há quatro anos maravilhoso, uma sorte tão grande que todo o resto parece apenas um detalhe superficial. Tenho consciência de que  não sou modelo de beleza também, sou bem comum. Lexi e eu somos parecidas nisso. Eu vivi a confusão dela nessa nova vida, nova época. E falo mais do emocional: é bem estranho acordar sem nenhuma das melhores amigas e casada com alguém que sequer sabe o nome. Fiquei encucada, quis investigar para entender como isso aconteceu. Descubro aos poucos que essa vida está longe de ser perfeita, porque eu perdi minha essência. Nesse meio tempo tem um cara me assediando, procurando saber se eu realmente não lembro dele. Ele me intriga… mas torna-se meu amigo e me ajuda na busca pelo entendimento. E quando finalmente descubro, cai a ficha de que na verdade eu recebi uma segunda chance da minha vida. As coisas não estavam boas e eu tive a oportunidade de recomeçar. Achei tão legal o fato de tudo ser realmente verdade e o jeito como ela encara as coisas. Foi bem realista, diferente de muitas das obras desse gênero que eu já li.

   Quem dera todos pudéssemos recomeçar em grande estilo… isso é o que pensamos antes de compreender que a Lexi viu o quanto a vida dela estava ruim e batalhou para mudar esse quadro. Foi uma grande conquista. E é essa a mensagem que a obra me passou. Recomendo a todos que querem começar a ler Sophie Kinsella!

Spoiler: Quem é Que Gosta?

E por mais que eu deteste, às vezes deixo escapar uns sem querer… 😡

 

hahaha

Resenha Livro “O Céu Vai Ter Que Esperar!” – Cally Taylor

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   Título Original: Heaven Can Wait

   Autor: Cally Taylor

   Editora: Bertrand Brasil

   Gênero: Chick Lit

   Páginas: 364

   Ano: 2011

  Sinopse: Lucy Brown está prestes a se casar com o homem dos seus sonhos. Contudo, na véspera da cerimônia, ela sofre um acidente fatal. Agora ela terá que escolher: aceitar uma vida inteira longe de sua alma gêmea e ir para o céu, ou ficar com seu amor, sob a forma de fantasma. Vencedora de diversos prêmios, esse é o romance de estreia de Cally Taylor.

   Ai, meu Deus! Como torci para que tudo não passasse de uma droga de sonho mau! Engraçado isso, por mais que eu deteste casais sendo separados pela morte, os romances que têm esse tema central me atraem direto. Com esse livro não foi diferente, embora a capa tenha contribuído em 200%, lógico! Ela é tão linda e simboliza super bem a história da nossa amiga Lucy. A resenha de hoje é sobre um livro que li muito rápido, e… alugado! Sim, não é novidade que muitas e muitas vezes preferi alugar obras antes de saber se vale a pena comprá-las. Tanto é que as poucas obras compradas inéditas foram da Sophie Kinsella, Marian Keyes, Stephen King… Todas as outras comprei por ter adorado a leitura, e quis colocar na minha estante. Nessa resenha vou tentar fazê-la o máximo possível sem spoilers.

   A Lucy tinha uma vida perfeita, um noivo perfeito, adoráveis amigas. Mas o Manda Chuva quis que ela subisse no telhado bem na véspera do seu casamento. Nossa heroína acorda desorientada depois do acidente em um lugar chamado Limbo. E escolhe cumprir uma missão para se tornar o fantasma do seu noivo, Dan. Daí por diante é só trapalhada, muita comédia, mas também bastante romance e partes bem tristes. A manteiga aqui chorou como se não houvesse amanhã nas partes em que o Dan está sofrendo, nos primeiros dias após o acidente que levou sua amada. Como disse, casais separados pela amiga de capuz me deixam muito mal, mesmo! Fiquei impressionada com a determinação dela em permanecer ao lado do noivo mesmo depois de morta. A gente imagina que a pessoa, ao descobrir que morreu, queira seguir seu caminho, para onde quer que este leve. Mas a Lucy não, nem pensar! Ainda mais quando descobre que sua amiga do peito, Anna, sem nem chorar por sua morte, já tá querendo fisgar o seu Dan. Eu ia falar uma expressão de baixíssimo calão agora, mas vou manter a classe! Nossa, amiga verdadeira essa, né? Eu iria querer voltar só para acertar as contas com ela, e sério… não gostaria de ser ela nesse momento.

   Quem lê a sinopse do livro, extremamente curta, certamente imagina que a história seja mega triste, talvez até desista. No entanto, essa foi uma das minhas melhores e maiores experiências dentro do gênero. Eu me vejo como a Lucy, sofro com ela, sofro demais mesmo. Mas rio demais também, não tem como não rir, gentem! E cada parte engraçada do livro é como um bálsamo para a tristeza, a gente começa a se conformar com a situação dela, torcer para que ela cumpra a missão e vire o fantasma do Dan. E a missão não é fácil, o tempo é curto para cumpri-la também… E o final? Que final foi esse? Meus butiás caíram aos montes dos meus bolsos com esse desfecho! Foi demais da conta, no bom sentido. Como emocionei-me, derreti-me com as lembranças dos momentos entre Lucy e Dan. Esta é uma obra que toca fundo no coração da gente.

   Resolvi fazer a resenha do livro exatamente por estar à procura dele para pôr na minha estante. Na verdade, tenho uma listinha aqui que vou te contar… Mas isso é assunto para outros posts, outras resenhas. Por ora, o que tenho a dizer é que Cally Taylor, para um romance de estréia, acertou em cheio.

Resenha “Sushi” – Marian Keyes

   Vai dizer, não tem nada mais legal do que falar sobre o que nos marca de bom, nossas boas experiências. Quando comecei a ler Marian Keyes, minha vida entrou numa sucessão de boas experiências. Por quê? Bem, cada obra dela lida por mim fez um bem imenso, e Sushi não poderia se encaixar melhor nessa afirmação.

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   Título Original: Sushi For Beginners

   Autor: Marian Keyes

   Gênero: Chick Lit, Romance

   Páginas: 574

   Editora: Bertrand Brasil

   Ano: 2004

   Sinopse:

   “Sushi” é um livro sobre a busca da felicidade. E ensina que, quando você deixa as coisas ferverem sob a superfície por tempo demais, cedo ou tarde elas acabam transbordando. Perspicaz, engraçado e humano, este romance de Marian Keyes consolida sua posição como a mais popular jovem autora da Grã- Bretanha. Lisa Edwards, a durona e sofisticada editora de revistas, acha que sua vida acabou, quando descobre que seu novo emprego “fabuloso” não passa de uma ordem de deportação para a Irlanda, com a missão de lançar a revista Garota. Ashling Kennedy, a editora assistente da Garota, também tem seus problemas. É a Rainha da Ansiedade, e não é de hoje que sente que algo não está cem por cento na sua vida. E não só porque o que lhe sobra são bolsas, falta em cintura e namorado – mas porque, no fundo, no fundo, falta algo mais, como aquele pontinho minúsculo que fica na tela quando a gente desliga a TV à noite. Conhecida como “Princesa”, a vida sempre deu a Clodagh tudo que queria (e por que haveria de ser diferente, quando se é a garota mais bonita da turma?). Ao lado de seu príncipe e dois filhinhos encantadores, ela vive um conto de fadas doméstico em seu castelo. Mas então, por que será que nos últimos tempos anda sentindo vontade – e não pela primeira vez – de beijar um sapo? (Abrindo o jogo: de dormir com um sapo). Mais um sucesso de Marian Keyes, que vem divertindo milhares de leitores no mundo todo.

   Quem acompanha o blog já deve ter notado que eu não sigo a ordem cronológica dos livros, até porque nem mesmo comecei pelo primeiro, Melancia. A ordem aqui era pra ser a de leitura, mas vou postando o que mais vai mexendo comigo. Sushi, como a própria sinopse poderia dizer e diz acertadamente, é um livro em busca da felicidade. Usa como exemplo dessa busca três garotas, Ashling, Clodagh e Lisa. Diferentemente dos livros das irmãs Walsh, não é escrito em primeira pessoa.

   Ashling faz o tipo bem comunzinho, não é exuberantemente linda, nem é fabulosa em nada. Às vezes consegue ser meio mocoronga, ou seja, me identifiquei bastante com ela. Gosto do jeito bondoso dela, tenta ser sempre a melhor possível, querendo ajudar os outros. Mexe muito comigo ver o quanto ela passa a se importar e ajudar o mendigo Boo. Além de tentar ajudar o chefe, “Jack Divino” com sua namorada, a dançarina exótica e misteriosa. Ela tenta ajudar até mesmo a sua nova chefe, Lisa. Essa, por sua vez, é totalmente o oposto da Ashling: linda em todos os aspectos, bem sucedida em sua carreira… mas acaba de ser mandada para a Irlanda, onde chefiará uma nova revista, Garota. No começo da leitura eu me pego achando a Lisa uma completa vaca, esnobe, nojenta. É com satisfação que vejo o quanto ela está sofrendo. A mulher é venenosa, passa por cima de quem for, muito ambiciosa, humilha, acaba com as pessoas. E quando ela pensa que tá interessada no Jack, fico com mais raiva dela ainda! Sei lá, não acho que ela fosse merecedora do cara, já tinha tudo e de mais a mais… eles nem combinavam. Clodagh, a meu ver, é uma chata egoísta, que só sabe fazer drama. Tem tudo que uma mulher sonha ter, mas acha que a vida dela é uma merda. A mulher não tem que trabalhar, tem um marido maravilhoso, grana, uma baita casa, dois filhos (bom, nem tudo é perfeito)… mas ahhhh, a vida dela é muito difícil! Nossa, de longe ela foi a personagem mais chata que eu já conheci. Até porque, era melhor amiga da Ashling e rouba o namorado dela, com quem acaba casando… não sei vocês, leitoras e leitores, mas eu tenho uma opinião nada agradável a respeito de amigas “fura-olho”…

   Engraçado que desde o princípio, minha favorita era a Ashling, detestava a Lisa e a Clodagh era só uma chatinha que não fedia nem cheirava. De repente… reviravolta! Começo a gostar da Lisa e a Clodagh vira uma filha-da-mãe completa. E isso que eu nem tinha chegado na parte em que ela vira uma grandessíssema amiga-da-onça versão MASTER. Foi bom ver o quanto a Lisa cresceu emocionalmente, amadureceu. Ela era muito obcecada com o trabalho, em vencer na vida. Na verdade foi isso que me fez gostar tanto dela. Uma mulher que não precisou de um canudo para subir na vida, e usou seu talento para isso, que não envolveu se enfiar na cama de todo e qualquer sujeito que tivesse alguma posição de destaque na sociedade. Lisa é uma batalhadora, vencedora. Mas infelizmente não conseguiu enxergar que seu sucesso já era suficiente, a típica gana sem limites. E quando ela caiu, a queda foi feia. Mas ela aprendeu com isso, aprendeu muito. Precisou voltar à sua origem simples, de moradora de subúrbio inglês, e conseguiu ver muitas coisas boas que ela havia deixado para trás… e sim, isso envolve comer batatas!

   As três, à sua maneira, partem numa busca inconsciente pela felicidade, nesse caminho Ashling, Clodagh e Lisa aprendem, caem, se divertem (Clodagh até demais, aquela vaca!), choram. Lisa se apóia no trabalho, Ashling nos amigos, Ted e Joy – eles são hilários, Joy principalmente! -. Clodagh passa a história inteira sofrendo e achando que tudo na vida dela é uma droga.  Você provavelmente vai se irritar com ela do princípio ao fim do livro também, mas de longe esse foi um dos livros que mais me marcaram na vida. É fantástico, incrível, e até o final você estará gamadinha pelo Jack, porque como Joy diz sabiamente, ele é Divino! Vale muito a pena a leitura, então não perca tempo!

Todos Lemos Aquilo Que Nos Interessar Mais

Correto, Snoopy? =)

 

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Marian Keyes Soltando a Voz!

   Estava à cata de entrevistas com a nossa autora mais querida aqui do Na Minha Estante quando dou de cara com esse lindo vídeo da Marian falando sobre sua playlist favorita. Qual não é minha surpresa ao ver ela cantar! Haha, assistam e vejam vocês mesmos!

Lançamentos da Marian Keyes Ansiosamente Esperados no Brasil!

   Gente, estou sofrendo de um mal terrível. Não, não foi por aquele sapato lindérrimo que eu vi na loja da esquina outro dia e não pude comprar por só ter sobrado o mostruário e ele estar melecado e manchado de mãos. Nem por aquela blusinha de angorá que vi na vitrine semana passada e não deu para comprar porque o único número que sobrou era mil vezes maior que o meu e eu pareceria uma mendiga horrorosa usando uma roupa muitas vezes maior que o meu corpo. Tampouco por a minha irmã ter comido todo o Häagen-Dazs de Vanilla Caramel Brownie que eu tinha comprado por estar de TPM e muito deprimida. Aliás, a dita-cuja também não é a responsável, embora ela intensifique todas as negatividades na vida de uma mulher. E na de um homem também, se este estiver em um relacionamento sério com alguém do sexo oposto. Meu mal é causado por já NÃO AGUENTAR MAIS ESPERAR POR NOVOS LIVROS DA MARIAN! Desde setembro do ano passado que aguardo chegar aqui The Mistery Of Mercy Close! Minha Walsh favorita, Helen, conseguiu deixar mais saudade do que qualquer outra das quatro juntas, embora Anna seja uma forte candidata. Pronto, desabafei. Hoje procurando pistas de quando sairia o tão aguardado mundo de Helen, trago para vocês não um pouco da obra propriamente dita como também um e-book que fiquei morrendo de vontade de comprar, mas que ainda não foi lançado no Brasil também, o Mammy Walsh’s A-Z of the Walsh Family. Vejamos um bocadinho sobre ele, retirado lá do site da nossa amada e venerada Marian:

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   “Há uma mulher que eu conheço da ponte, Mona Hopkins, uma mulher adorável que ela é, mesmo que eu deva admitir que eu não sou tão interessada nela, e ela disse uma grande coisa no outro dia. Eu estava esperando que ela dissesse “Dois não triunfam”, mas em vez disso ela me sai falando sobre seus filhos. Ela diz: “Os meninos vão destruir sua casa e as meninas destruirão sua cabeça.” Isso não é muito sábio- “Meninos destruirão sua casa e as meninas naufragarão sua cabeça!” E Deus sabe que é a coisa mais verdadeira que eu já ouvi em um longo período de tempo. Eu deveria saber. Eu tenho cinco meninas. Cinco filhas. E deixe-me dizer-lhe, minha cabeça é naufragada por elas

   Embora, agora que penso nisso, assim é minha casa. . . “

   O e-book se encontra em sites como o Amazon.com desde agosto do ano passado, mas não há tradução para o português ainda.

   Além do maravilhoso The Mistery Of Mercy Close:

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“Helen está tendo problemas com seu trabalho como detetive particular e ainda recebe a visita do ex-namorado, Jay Parker, que aparece lhe propondo que encontre uma pessoa desaparecida. Essa pessoa é o músico Wayne Diffney, que desapareceu de sua casa em Mercy Close. Ele precisa ser encontrado logo, porque sua banda, a Laddz, tem apresentações agendadas em menos de uma semana.
Além de se preocupar com a investigação, Helen ainda enfrenta a falta de dinheiro, que faz com que precise voltar para a casa dos pais, e tem de lidar com Jay e com seu atual namorado, o sexy detetive Artie Devlin — sem falar na ex-mulher dele e nos seus filhos adolescentes, que a odeiam.
 Jogando com suas próprias regras, Helen é arrastada para um mundo sombrio e fascinante, onde o seu pior inimigo é sua própria cabeça e onde cada vez mais a única pessoa que se sente ligada é a Wayne, um homem que ela nunca sequer conheceu.
Totalmente irresistível, comovente e muito, muito engraçado, o romance é diferente de qualquer livro que você já leu, e Helen Walsh – corajosa e vulnerável – é a heroína perfeita para os nossos tempos.”
   De acordo com o que eu li sobre o livro, Marian o escreveu em meio a uma séria cirse de depressão, e passou sua situação emocional para a Helen. Dizem que não é o melhor livro dela, nem o mais genial, mas que este foi feito para quem ama a Marian e sua escrita. Teremos que esperar para ver ele no Brasil, a previsão é de que só saia no ano que vem, infelizmente. Enquanto aguardamos, um pequeno trecho:
   “I employ this thing I called The Shovel List.”
   “A shovel..?”
   “No, a shovel list. It’s more of a conceptual thing. It’s a list of all the people and things I hate so much I want to hit them in the face with a shovel.”

Resenha “Casório?” – Marian Keyes

   Quem aí já recorreu a uma cartomante para ver seu futuro? Confesse, você já quis saber mais sobre aquela proposta de emprego nova, ou aquele gato do escritório. O negócio é que nós mulheres não resistimos a esse tipo de coisa. É uma magia que nos atrai contra nossa vontade, e quando menos esperamos, já estamos sentadas na frente da senhorinha com a bola de cristal/baralho/borra de chá. Com a nossa amiga Lucy Sullivan não poderia ser diferente. Apresento-vos o meu livro favorito da Marian Keyes:
   Título Original: Lucy Sullivan Is Getting Married
   Autor: Marian Keyes
   Gênero: Chick Lit
   Páginas: 644
   Editora: Bertrand Brasil
   Após a tradicional ida à cartomante com suas colegas de trabalho, Lucy descobre que está para se casar. E dentro de uns poucos meses! Tá, camarada. Isso você lê na orelha do livro. Mas como tenho que começar por algum começo…
   Esse foi o terceiro livro da Marian que eu li, já amando o gênero Chick Lit e em especial, o jeitinho que a autora tem de contar as coisas. De cara me identifiquei com a Lucy (sim, eu leio me imaginando como um dos personagens, algo contra?). Baixinha, cabelo castanho, encaracolado, olhos castanhos, peito pequeno, um quadrilzão e pernas grossas… sou eu! Sim, e você, e aquela vizinha, e amiga dela… Nossa mocinha encanta por ser um tipinho comum e muitas vezes tomado como sem graça. E é bem como ela se sente, dividindo o apartamento com as duas amigas, Karen e Charolotte. As duas são loiraças, altas e peitudas. A vida da Lucy é essa chatice até que a cartomante consultada por ela e as amigas faz a previsão de que a mulher vai se casar em breve. Aí vira aquela bagunça, todos começam a acreditar que a notícia é real, Lucy é parabenizada por multidões, até que resolve esclarecer que era tudo bobagem. Mas ela não deixa de pensar nisso, sempre procurando encaixar os homens que ela conhece no papel do futuro marido.
   O enredo é bem no estilo da Marian mesmo, que consegue escrever de maneira especial, delicada e divertida sobre os problemas da nossa heroína. Lucy sofre de depressão clínica, seu pai é alcólatra, ela não se dá bem com a mãe, se acha uma garota super sem sal… Mas as aventuras da moça são impagáveis, e seus amigos destacam-se bem. Atenção especial ao Daniel, o melhor amigo dela e deus grego, objeto de desejo de todas as suas amigas à exceção da australiana Megan, que parece ser imune ao charme do gato, coisa que nem a mãe da Lucy consegue, e da própria Lucy, que vive zoando o cara. É… todas flertam com Daniel, inclusive eu, que me peguei em várias ocasiões fazendo isso.
   Após o divórcio dos pais seguido por sua mãe saindo de casa e Lucy tendo que cuidar do pai, ela aprende muito sobre si mesma, seus traumas, suas decepções e fracassos. E descobre estar apaixonada por quem jamais imaginaria… mas quem? Será este o tão esperado noivo? Você terá que ler para descobrir. Não deixem de ler, recomendo muito. E se eu recomendo é porque é bom, hehe. Vale a pena!

Resenha “Fome Animal” (Dead Alive) – Peter Jackson

   Aposto que como eu, todos devem ter notado que o cinema não tem nos oferecido boas opções de filmes. Éé, a coisa tá ruim, há rumores de que vem filme do Restar por aí… A solução é encontrarmos outras alternativas de lazer e tudo é válido, até fazer bola com meleca de nariz. Ah, vai dizer? Melhor que gastar aí uma boa quantia de dinheiro em programa inútil. Porém, como minha criatividade me permite ir um pouco além, ver um bom filme em casa tem se saído muito mais divertido. E as minhas séries de tv preferidas também. @SuperGuri e eu tamos revendo Full House desde a primeira temporada e é gargalhada certa nos nossos finais de semana. Fora isso, passar jogando é a solução que todo nerd encontra para momentos de diversão e gamemaníaco como ele, não poderia ser diferente. Eu vou acompanhando e tentando entender, não é pelo fato de ser leiga no mundo dos games que terei desinteresse.
Outro dia enchi tanto o saco dele para baixar um filme que ele não aguentou as doses de pentelhação e acabou baixando as calças, uhuu!!. Produção assinada por ninguém menos do que Peter Jackson, o longa de “terror” marcou minha infância por uma das cenas mais engraçadas que já vi na vida.

   Título Original: Braindead/Dead Alive
   Lançamento: 1992
   Direção: Peter Jackson
   Duração: 104 min.
   Gênero: Terror/Trash/Gore
   Elenco: Timothy Balme, Diana Peñalver, Elizabeth Moody, Ian Watkin

   O filme já começou engraçado porque era dublado mas tinha partes em áudio original, por exemplo o começo. Resultado: passamos um bom tempo procurando vídeos de como sincronizar a legenda com o filme. Mas voltando ao enredo. Uma simpática senhora, ao espionar o encontro do filho, vivido por Murilo Rosa, com a sua namorada Paquita ilarilariêôôô, é mordida por um macaco-rato da Sumatra. Legal que a velhinha não deixa por menos e esmaga a cabeça do bicho com o salto do sapato, haha. Depois desse evento ela adoece muito e morre em seguida, voltando como zumbi. O filho, muito amoroso e apegado à mãe, resolve cuidar dela escondido de todos. Mas mesmo depois de morta a velha é esperta, sempre dá um jeitinho de atacar alguém e assim vai se espalhando a contaminação, até chegar na situação hilária do Murilinho cuidando de uma casa cheia de zumbis. O padre (as fuças do William Bonner…) e a enfermeira zombie se apaixonam e fazem um bebê que é uma verdadeira praga… o que era para nos assustar mais faz é rir.     O cara resolve contar para a namorada o que se passa e eles resolvem matar os zumbis com veneno (?). Só que não era veneno e as criaturas voltam com tudo, atenção para a mamãe do cara, que ressurge como uma super zumbi 3000 acabando geral com a galera. Muita ação, sangue, amor e uma grande revelação do passado.

   A maioria dos comentários que li sobre o filme foram de surpresa pelo diretor ser o mesmo de uma super produção, ganhadora de tantos Oscar (filmes ruins pra caramba, minha opinião, mas O Hobbit tá salvando). Tem gente que fica até constrangida ao saber. Outros justificam que era início de carreira, todos têm um passado negro. Mas vou dizer uma coisa: se o Jackson tivesse se especializado em filmes gore, seria fã de carteirinha dele. Excelente produção, e ainda conta com atores brasileiros e até mesmo jornalistas no elenco, huhu…

Resenha Mangá “Love Junkies” – Kyo Hatsuki

   Recentemente, reparei que tenho feito coisas diferentes do normal para uma guria. Claro, ainda curto brincar de Polly (muito mais maneira que a Barbie, aquela promíscua), e de comidinha (nem vem maldar). Porém, vêm me acontecendo algumas estranhezas…
   Uma das coisas que mais gosto de fazer nos meus intervalos do serviço é procurar HQ’s e mangás bacanudos nos sebos da Capital, junto com a minha dupla dinâmica. Numa dessas ocasiões, achamos um mangá diferente dos demais. Capas bem chamativas para certas coisas, que homens ficam “babando”. Teve um dia em que quis dar uma de “to nem aí para essas coisas” (tá, e a curiosidade também estava me matando), e sugeri que levássemos um para ler no intervalo. E não é que… me apaixonei pelo enredo do mangá?
   Love Junkies, assinada por Kyo Hatsuki, é uma Ero Comedy facilmente tomada por “Hentai” (inclusive por mim antes de conhecer). Porém são muito diferentes. O primeiro, é considerado um mangá como qualquer outro, podendo ser criado por famosos mangakas, sua venda é proibida para menores de 18 anos já que seu conteúdo está relacionado a sexo e situações sugestivas ao mesmo. É facilmente encontrado em quaisquer bancas de revistas e livrarias. Já o segundo tem foco explicitamente pornográfico, e é somente vendido em lojas especializadas no gênero.
   Como leitora de Ero Comedy, e por enquanto, unicamente de Love Junkies, posso dizer que tem excelente conteúdo. Possui todo um enredo, nada de chegar fulano na siclana e pimba. Nesse mangá temos a história do Eitarô Sakakibara, um jovem de 22 anos que até então é virgem. Na primeira edição ele tem sua primeira experiência sexual e a partir daí sai em desventuras por mais experiências. É um jovem tímido, que vive se metendo em confusão. Cada situação cômica, eu diria até hilária! Até agora tenho dado boas risadas com os “micos” dele.
   Além de ser engraçadíssimo, L.J. nos mostra a busca pelo verdadeiro amor, e que este pode se manifestar sob diversas formas. Quem já leu sabe que me refiro a Eitarô e Shinako Jii. Me divirto demais com as brigas e discussões desses dois, mas também suspiro e me emociono muito. Se o Saul disser que me emociono com qualquer coisa mesmo é mentira, viu! Sou durona u.u  No mais, gosto de todos os personagens, uns mais que os outros, bem mais a Miho é uma vaca!. Nada de sexo explícito, embora possamos ver cenas bem quentes. Não é uma pornografia, em que só aparece o ato. É como o próprio título desse post sugere, tirando a parte da secretária vestida de vermelho e o controle remoto =p só que com altas doses de humor, e muito, muito romântico.
   Aqui vão algumas das capas que mais gostei até agora. Nada de maldar, hein gente:
Love Junkies #32
   É isso aí, pessoal. Vale a pena dar uma conferida!
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