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Resenha “Sushi” – Marian Keyes

   Vai dizer, não tem nada mais legal do que falar sobre o que nos marca de bom, nossas boas experiências. Quando comecei a ler Marian Keyes, minha vida entrou numa sucessão de boas experiências. Por quê? Bem, cada obra dela lida por mim fez um bem imenso, e Sushi não poderia se encaixar melhor nessa afirmação.

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   Título Original: Sushi For Beginners

   Autor: Marian Keyes

   Gênero: Chick Lit, Romance

   Páginas: 574

   Editora: Bertrand Brasil

   Ano: 2004

   Sinopse:

   “Sushi” é um livro sobre a busca da felicidade. E ensina que, quando você deixa as coisas ferverem sob a superfície por tempo demais, cedo ou tarde elas acabam transbordando. Perspicaz, engraçado e humano, este romance de Marian Keyes consolida sua posição como a mais popular jovem autora da Grã- Bretanha. Lisa Edwards, a durona e sofisticada editora de revistas, acha que sua vida acabou, quando descobre que seu novo emprego “fabuloso” não passa de uma ordem de deportação para a Irlanda, com a missão de lançar a revista Garota. Ashling Kennedy, a editora assistente da Garota, também tem seus problemas. É a Rainha da Ansiedade, e não é de hoje que sente que algo não está cem por cento na sua vida. E não só porque o que lhe sobra são bolsas, falta em cintura e namorado – mas porque, no fundo, no fundo, falta algo mais, como aquele pontinho minúsculo que fica na tela quando a gente desliga a TV à noite. Conhecida como “Princesa”, a vida sempre deu a Clodagh tudo que queria (e por que haveria de ser diferente, quando se é a garota mais bonita da turma?). Ao lado de seu príncipe e dois filhinhos encantadores, ela vive um conto de fadas doméstico em seu castelo. Mas então, por que será que nos últimos tempos anda sentindo vontade – e não pela primeira vez – de beijar um sapo? (Abrindo o jogo: de dormir com um sapo). Mais um sucesso de Marian Keyes, que vem divertindo milhares de leitores no mundo todo.

   Quem acompanha o blog já deve ter notado que eu não sigo a ordem cronológica dos livros, até porque nem mesmo comecei pelo primeiro, Melancia. A ordem aqui era pra ser a de leitura, mas vou postando o que mais vai mexendo comigo. Sushi, como a própria sinopse poderia dizer e diz acertadamente, é um livro em busca da felicidade. Usa como exemplo dessa busca três garotas, Ashling, Clodagh e Lisa. Diferentemente dos livros das irmãs Walsh, não é escrito em primeira pessoa.

   Ashling faz o tipo bem comunzinho, não é exuberantemente linda, nem é fabulosa em nada. Às vezes consegue ser meio mocoronga, ou seja, me identifiquei bastante com ela. Gosto do jeito bondoso dela, tenta ser sempre a melhor possível, querendo ajudar os outros. Mexe muito comigo ver o quanto ela passa a se importar e ajudar o mendigo Boo. Além de tentar ajudar o chefe, “Jack Divino” com sua namorada, a dançarina exótica e misteriosa. Ela tenta ajudar até mesmo a sua nova chefe, Lisa. Essa, por sua vez, é totalmente o oposto da Ashling: linda em todos os aspectos, bem sucedida em sua carreira… mas acaba de ser mandada para a Irlanda, onde chefiará uma nova revista, Garota. No começo da leitura eu me pego achando a Lisa uma completa vaca, esnobe, nojenta. É com satisfação que vejo o quanto ela está sofrendo. A mulher é venenosa, passa por cima de quem for, muito ambiciosa, humilha, acaba com as pessoas. E quando ela pensa que tá interessada no Jack, fico com mais raiva dela ainda! Sei lá, não acho que ela fosse merecedora do cara, já tinha tudo e de mais a mais… eles nem combinavam. Clodagh, a meu ver, é uma chata egoísta, que só sabe fazer drama. Tem tudo que uma mulher sonha ter, mas acha que a vida dela é uma merda. A mulher não tem que trabalhar, tem um marido maravilhoso, grana, uma baita casa, dois filhos (bom, nem tudo é perfeito)… mas ahhhh, a vida dela é muito difícil! Nossa, de longe ela foi a personagem mais chata que eu já conheci. Até porque, era melhor amiga da Ashling e rouba o namorado dela, com quem acaba casando… não sei vocês, leitoras e leitores, mas eu tenho uma opinião nada agradável a respeito de amigas “fura-olho”…

   Engraçado que desde o princípio, minha favorita era a Ashling, detestava a Lisa e a Clodagh era só uma chatinha que não fedia nem cheirava. De repente… reviravolta! Começo a gostar da Lisa e a Clodagh vira uma filha-da-mãe completa. E isso que eu nem tinha chegado na parte em que ela vira uma grandessíssema amiga-da-onça versão MASTER. Foi bom ver o quanto a Lisa cresceu emocionalmente, amadureceu. Ela era muito obcecada com o trabalho, em vencer na vida. Na verdade foi isso que me fez gostar tanto dela. Uma mulher que não precisou de um canudo para subir na vida, e usou seu talento para isso, que não envolveu se enfiar na cama de todo e qualquer sujeito que tivesse alguma posição de destaque na sociedade. Lisa é uma batalhadora, vencedora. Mas infelizmente não conseguiu enxergar que seu sucesso já era suficiente, a típica gana sem limites. E quando ela caiu, a queda foi feia. Mas ela aprendeu com isso, aprendeu muito. Precisou voltar à sua origem simples, de moradora de subúrbio inglês, e conseguiu ver muitas coisas boas que ela havia deixado para trás… e sim, isso envolve comer batatas!

   As três, à sua maneira, partem numa busca inconsciente pela felicidade, nesse caminho Ashling, Clodagh e Lisa aprendem, caem, se divertem (Clodagh até demais, aquela vaca!), choram. Lisa se apóia no trabalho, Ashling nos amigos, Ted e Joy – eles são hilários, Joy principalmente! -. Clodagh passa a história inteira sofrendo e achando que tudo na vida dela é uma droga.  Você provavelmente vai se irritar com ela do princípio ao fim do livro também, mas de longe esse foi um dos livros que mais me marcaram na vida. É fantástico, incrível, e até o final você estará gamadinha pelo Jack, porque como Joy diz sabiamente, ele é Divino! Vale muito a pena a leitura, então não perca tempo!

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Resenha Filme “Carrie” – Brian de Palma

   Muito mais entusiasmada hoje do que nas outras edições dessa coluna, venho escrever sobre um clássico do terror, um dos filmes mais bem feitos, na minha concepção. Então vamos às informações gerais, ou ficha técnica (aviso aos presentes: a seguir vem tudo que eu quiser falar sobre o filme, então se você ainda não viu e ficou interessado, fique atento pois o texto possui conteúdo revelador):
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   Título Original: Carrie
   Direção: Brian de Palma
   Roteiro: Lawrence D. Cohen
   Elenco: Sissy Spacek, Piper Laurie, Amy Irving, William Katt, John Travolta, Nancy Allen
   Duração: 98 minutos
   Gênero: Terror/Suspense
   Lançamento: 1976
   Agora me diz  que a maioria já viu ou pelo menos ouviu falar dessa superprodução. Assisti primeiro àquela bagaça feita em 1999, como era pequena e me impressionava com pouca coisa gostei. Sou grande admiradora dos filmes de terror e suspense, e isso não é recente. Desde pequena demonstro interesse pelo gênero, e pesquisando sobre o filme em questão, descobri que este era uma espécie de continuação, para alguns um “remake” de um filme antigo baseado no livro de mesmo nome, escrito por ninguém menos do que o mestre Stephen King. Sem perder tempo, aluguei o livro na biblioteca municipal da minha cidade e passei momentos muito gostosos lendo sobre o sobrenatural, vingança e violência. Tempos mais tarde, tendo televisão por assinatura em casa, descobri que o filme original seria exibido. Não me decepcionei, tirei o chapéu para diretor, roteirista e atores. O filme ficou uma jóia do terror, tinha a alma de King. A atuação da Spacek não deixou a desejar em nenhum momento, vi realmente a Carrie nela.
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   Sem mais delongas, vamos ao filme: Nele conhecemos Carrie White, uma garota tímida e sem amigos. Por morar completamente isolada de todos, com sua mãe biruta, zureta e fanática religiosa, ela tem a fama de ser esquisita. Como só tem contato com o mundo exterior quando vai à escola, Carrie é constantemente achincalhada (qual é, naquela época não existia o termo bullying) pelos colegas. Durante um dos seus muitos momentos de humilhação, a garota descobre que pode fazer objetos se mexerem. Nada mais nada menos do que poderes telecinéticos (se ela tivesse procurado se informar sobre o assunto, teria chegado ao Professor Xavier e se aconselhado com a Jean Grey, nada da tragédia que viria a seguir teria acontecido. Porém, Stephen King provavelmente não daria esse desfecho à personagem principal, o que para alguns pode ter sido uma pena). Impressionada, a perturbada garota passa a testá-los.
   Sua vida vai seguindo com acontecimentos cada vez mais humilhantes por parte das colegas de escola, culminando na agressão de uma colega, Chris, pela professora de educação física e na sua proibição de ir ao baile da escola. Sue Snell, uma de suas colegas, penalizada por causa das brincadeiras horríveis contra Carrie, pede ao seu namorado que acompanhe a infeliz garota ao baile, com o intuito de ela ter uma noite inesquecível.
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   Dito e feito, a garota é até escolhida a Rainha do Baile (que atire a primeira pedra a guria que nunca sonhou com esse momento *-*)… o que ninguém contava é que havia uma terrível armação contra Carrie em curso. A maléfica Chris, seu namorado (vivido por John Travolta, segundo filme do cara e ninguém dava nada por ele. Foi estourar a boca do balão pouco tempo depois, em Os Embalos de Sábado À Noite) e a turminha de amigos estão preparando mais uma brincadeirinha: e assim, a então Rainha Carrie é lavada com sangue de porco, na frente de toda a escola, que ri e debocha sem dó da coitada:
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   É aí que a coisa deslancha para o mal mesmo. Roída de ódio e revolta, a garota é tomada por tamanha onda de vingança que acaba usando seus poderes para matar todos os presentes, violentamente. E não pára por aí: cheia de raiva, sai à procura dos responsáveis por sua humilhação. Melhor momento do filme para mim, com certeza. Enfim, excelente atuação de todos, excelente produção. A adaptação do livro ficou de fato muito boa, coisa rara de acontecer, principalmente com o King (vide O Apanhador de Sonhos. Querem uma opinião, basta perguntarem ao dono do blog no qual escrevo neste momento). Dizem que vai sair um novo filme. Não será uma continuação, e sim uma “fiel adaptação ao livro”, como foi noticiado recentemente. Não sei não, hein… Para quem gosta de terror, vale muito a pena assistir ao filme e ler o livro. Recomendo os dois.

Resenha Série “Além da Imaginação” – The Twilight Zone

   The Twilight Zone, ou Além da Imaginação, é uma série de ficção científica e foi exibida entre 1959 e 1964 pela CBS, criada pelo finado Rod Serling e dirigida por Stuart Rosenberg. Teve 5 temporadas, totalizando 156  episódios ao todo. Alguns episódios me lembram bastante Doctor Who, mas não to acusando os produtores dessa última nem nada, até porque nem poderia. O sucesso foi tanto que nos anos 1980 a CBS lançou O Novo Além da Imaginação com 3 temporadas. E não pára por aí não, em 2002 saiu uma última  versão, apresentada pelo lendário Forest Whitaker, contendo apenas 1  temporada. Uma pena, pois essa última foi tão genial como as duas  primeiras (com exceção de alguns episódios, como o primeiro, que são  extremamente fraquinhos).

   São  apresentados ao público episódios com temas de suspense, terror, às  vezes finais felizes. É importante que se saiba que é uma série que  explora a nossa mente, podendo assustar e até fazer graça. Quem tá  esperando por finais estilo Contos da Cripta pode ir se  preparando porque tá longe disso. São tratados temas muito fodas como  viagens no tempo, alienígenas, mundos paralelos, vampiros, fantasmas…  tudo pode acontecer, tudo é real dentro da mente, a não ser que  coloquemos barreiras na mesma. Cada uma das séries tem a famosa fala que abre os episódios, mas particularmente eu não sou muito fã dessa  última, já a primeira é massa:
  “Há uma quinta dimensão além daquelas conhecidas pelo Homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e tão desprovida de tempo quanto o infinito. É o espaço intermediário entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição; e se encontra entre o abismo dos temores do Homem e o cume dos seus conhecimentos. É a dimensão da fantasia. Uma região Além da Imaginação.   
   Além de todo um enredo que para as pessoas com mente mais aberta, soltinha,  pode ser possível, na sua última versão sempre há um aprendizado a ser  tirado da história contada. Sei que pode parecer coisa de péla-saco, mas é muito maneiro essas lições no final do episódio. Fora isso, Serling  está no seleto grupo de pessoas que me trouxeram para o mundo do  sobrenatural e do tudo é possível até que a ciência prove em contrário,  juntamente com Edgar Allan Poe e Stephen King. Decepcionante foi ele ter morrido de câncer no pulmão por fumar demais, mas quem não faz merda na vida? Poe morreu sem o fígado também. Pena, dois gênios que o mundo  perdeu precocemente.    Não vou colocar links para download dos episódios aqui porque isso é apenas uma resenha. Mas verdade seja dita, a série começou a ser exibida no  Brasil nos anos 1960, sem internet. Dependiam da bondade do canal  exibidor, embora geralmente tinham que esperar a já conhecida 1 semana  até o episódio seguinte. Que ansiedade, tchê. Mas hoje dá para baixar as 3 versões e assistir um episódio atrás do outro sem medo de ser feliz.

Resenha “O Jogo do Espelho” (Bloody Mary) – 2006

   Título Original: Bloody Mary
   Ano: 2006
   Gênero: Terror/Suspense
   Elenco: Kim Tyler, Danni Hamilton, Jaason Simmons, Matt Borlenghi
   Diretor: Richard Valentine
   Roteirista: Richard Valentine
   Depois de todos os exageros de ontem, nada mais normal do que ver um filminho relaxante. Sim, daqueles bem apavorantes, que te deixem com nós nos nervos. ESSE é o tipo de filme que gosto de ver pra ficar relax. Só que dei com os burros n’água. Além de Bloody Mary não ter nada de apavorante é mal feito pra caramba, dão foras em alguns momentos… mas isso eu até relevo, o problema pode ter sido na dublagem. Saca só a sinopse: um grupo de enfermeiras gostosas (Yeah, vamos seguir naquela linha de “se o filme for uma droga a gente compensa com umas garotas nuas”), dentro de um hospital psiquiátrico, durante a noite, fazem uma brincadeira inocente. Com a morte de uma delas a brincadeira deixa de ser inocente, mas elas decidem guardar segredo. Depois de uma semana a irmã da Enfermeira-Gostosinha-Assassinada resolve procurar pela irmã, que foi dada como desaparecida. É aí que ela entra no mundo da lenda urbana “Bloody Mary”.
   Não sei se foi má vontade minha ou o quê, só sei que não esperava grande coisa do filme mesmo. Mas a película foi muito além do que eu esperava, negativamente falando. Tchê, até a fotografia do filme é ruim. Daí tu pensa em levar grandes sustos, matutar pra resolver o mistério… qual o quê. De cara já te dão tudo de bandeja, na realidade as enfermeiras são todas seguidoras da Mary, uma criatura DO MAL que ataca através dos espelhos, arrancando os olhos das vítimas. Não deixa de ser uma espécie de magia negra o que elas praticam. Até aí tudo bem, mas de repente, e é de supetão mesmo! Colocam uma porrada de personagens novos, maioria paciente da clínica. São menos que secundários, mas do nada todos são protagonistas e eles são péssimos… Não tem gancho pra eles entrarem na história, são todos vítimas da Mary. Só que não faz sentido nenhum eles serem vítimas. Lembro de ter pensado com  meus botões “Mas bah, nem os louquinhos figurantes escaparam”. Bem isso. Não vou falar mais sobre o filme pra não estragar a vontade de quem quiser assistir, mas que foi uma broxada cinematográfica, foi. E nem a nudez compensou a cagada.
   Meu veredicto nem precisaria expressar por escrito, mas lá vai: NÃO vale a pena assistir. Nem pensar! Não caiam na armadilha de pegar qualquer filme que acharem na net pra assistir, podem estragar suas noites.

Resenha “Casório?” – Marian Keyes

   Quem aí já recorreu a uma cartomante para ver seu futuro? Confesse, você já quis saber mais sobre aquela proposta de emprego nova, ou aquele gato do escritório. O negócio é que nós mulheres não resistimos a esse tipo de coisa. É uma magia que nos atrai contra nossa vontade, e quando menos esperamos, já estamos sentadas na frente da senhorinha com a bola de cristal/baralho/borra de chá. Com a nossa amiga Lucy Sullivan não poderia ser diferente. Apresento-vos o meu livro favorito da Marian Keyes:
   Título Original: Lucy Sullivan Is Getting Married
   Autor: Marian Keyes
   Gênero: Chick Lit
   Páginas: 644
   Editora: Bertrand Brasil
   Após a tradicional ida à cartomante com suas colegas de trabalho, Lucy descobre que está para se casar. E dentro de uns poucos meses! Tá, camarada. Isso você lê na orelha do livro. Mas como tenho que começar por algum começo…
   Esse foi o terceiro livro da Marian que eu li, já amando o gênero Chick Lit e em especial, o jeitinho que a autora tem de contar as coisas. De cara me identifiquei com a Lucy (sim, eu leio me imaginando como um dos personagens, algo contra?). Baixinha, cabelo castanho, encaracolado, olhos castanhos, peito pequeno, um quadrilzão e pernas grossas… sou eu! Sim, e você, e aquela vizinha, e amiga dela… Nossa mocinha encanta por ser um tipinho comum e muitas vezes tomado como sem graça. E é bem como ela se sente, dividindo o apartamento com as duas amigas, Karen e Charolotte. As duas são loiraças, altas e peitudas. A vida da Lucy é essa chatice até que a cartomante consultada por ela e as amigas faz a previsão de que a mulher vai se casar em breve. Aí vira aquela bagunça, todos começam a acreditar que a notícia é real, Lucy é parabenizada por multidões, até que resolve esclarecer que era tudo bobagem. Mas ela não deixa de pensar nisso, sempre procurando encaixar os homens que ela conhece no papel do futuro marido.
   O enredo é bem no estilo da Marian mesmo, que consegue escrever de maneira especial, delicada e divertida sobre os problemas da nossa heroína. Lucy sofre de depressão clínica, seu pai é alcólatra, ela não se dá bem com a mãe, se acha uma garota super sem sal… Mas as aventuras da moça são impagáveis, e seus amigos destacam-se bem. Atenção especial ao Daniel, o melhor amigo dela e deus grego, objeto de desejo de todas as suas amigas à exceção da australiana Megan, que parece ser imune ao charme do gato, coisa que nem a mãe da Lucy consegue, e da própria Lucy, que vive zoando o cara. É… todas flertam com Daniel, inclusive eu, que me peguei em várias ocasiões fazendo isso.
   Após o divórcio dos pais seguido por sua mãe saindo de casa e Lucy tendo que cuidar do pai, ela aprende muito sobre si mesma, seus traumas, suas decepções e fracassos. E descobre estar apaixonada por quem jamais imaginaria… mas quem? Será este o tão esperado noivo? Você terá que ler para descobrir. Não deixem de ler, recomendo muito. E se eu recomendo é porque é bom, hehe. Vale a pena!

Resenha “Fome Animal” (Dead Alive) – Peter Jackson

   Aposto que como eu, todos devem ter notado que o cinema não tem nos oferecido boas opções de filmes. Éé, a coisa tá ruim, há rumores de que vem filme do Restar por aí… A solução é encontrarmos outras alternativas de lazer e tudo é válido, até fazer bola com meleca de nariz. Ah, vai dizer? Melhor que gastar aí uma boa quantia de dinheiro em programa inútil. Porém, como minha criatividade me permite ir um pouco além, ver um bom filme em casa tem se saído muito mais divertido. E as minhas séries de tv preferidas também. @SuperGuri e eu tamos revendo Full House desde a primeira temporada e é gargalhada certa nos nossos finais de semana. Fora isso, passar jogando é a solução que todo nerd encontra para momentos de diversão e gamemaníaco como ele, não poderia ser diferente. Eu vou acompanhando e tentando entender, não é pelo fato de ser leiga no mundo dos games que terei desinteresse.
Outro dia enchi tanto o saco dele para baixar um filme que ele não aguentou as doses de pentelhação e acabou baixando as calças, uhuu!!. Produção assinada por ninguém menos do que Peter Jackson, o longa de “terror” marcou minha infância por uma das cenas mais engraçadas que já vi na vida.

   Título Original: Braindead/Dead Alive
   Lançamento: 1992
   Direção: Peter Jackson
   Duração: 104 min.
   Gênero: Terror/Trash/Gore
   Elenco: Timothy Balme, Diana Peñalver, Elizabeth Moody, Ian Watkin

   O filme já começou engraçado porque era dublado mas tinha partes em áudio original, por exemplo o começo. Resultado: passamos um bom tempo procurando vídeos de como sincronizar a legenda com o filme. Mas voltando ao enredo. Uma simpática senhora, ao espionar o encontro do filho, vivido por Murilo Rosa, com a sua namorada Paquita ilarilariêôôô, é mordida por um macaco-rato da Sumatra. Legal que a velhinha não deixa por menos e esmaga a cabeça do bicho com o salto do sapato, haha. Depois desse evento ela adoece muito e morre em seguida, voltando como zumbi. O filho, muito amoroso e apegado à mãe, resolve cuidar dela escondido de todos. Mas mesmo depois de morta a velha é esperta, sempre dá um jeitinho de atacar alguém e assim vai se espalhando a contaminação, até chegar na situação hilária do Murilinho cuidando de uma casa cheia de zumbis. O padre (as fuças do William Bonner…) e a enfermeira zombie se apaixonam e fazem um bebê que é uma verdadeira praga… o que era para nos assustar mais faz é rir.     O cara resolve contar para a namorada o que se passa e eles resolvem matar os zumbis com veneno (?). Só que não era veneno e as criaturas voltam com tudo, atenção para a mamãe do cara, que ressurge como uma super zumbi 3000 acabando geral com a galera. Muita ação, sangue, amor e uma grande revelação do passado.

   A maioria dos comentários que li sobre o filme foram de surpresa pelo diretor ser o mesmo de uma super produção, ganhadora de tantos Oscar (filmes ruins pra caramba, minha opinião, mas O Hobbit tá salvando). Tem gente que fica até constrangida ao saber. Outros justificam que era início de carreira, todos têm um passado negro. Mas vou dizer uma coisa: se o Jackson tivesse se especializado em filmes gore, seria fã de carteirinha dele. Excelente produção, e ainda conta com atores brasileiros e até mesmo jornalistas no elenco, huhu…

Resenha “Pecado Original” (Original Sin)

   Título Original: Original Sin
   Gênero: Suspense, Drama, Ação   
   Direção: Michael Cristofer   
   Duração: 118 min
   Produção: MGM, Di Novi Pictures
   Roteiro: Michael Cristofer
  
Elenco: Antonio Banderas, Angelina Jolie, Thomas Jane,

   Então, o enredo se passa em Cuba, conhecemos a mansão de Luis Vargas, um ricaço do ramo cafeeiro. O cara mesmo sendo muy guapo se arranja com um casamento pelo correio. Enquanto aguarda a chegada de navio de sua amada noiva Julia, não pode imaginar que está sendo vítima de um golpe. Quando a bela finalmente chega em sua residência, ele é tomado pelo fogo da paixão… ui, que clichê isso né? Mas é bem isso que acontece mesmo. E parece ser correspondido, embora a morena de lábios carnudos tenha um ar de dissimulada. A partir daí temos momentos bem intensos entre os dois. Não uma simples trepada mal feita, mas algo que envolve a gente do outro lado da tela. Algo bonito, bem feito. Tá, não chega a ser um Porn Art, mas não é bem o gênero de filmes produzidos pelo nosso amigo leãozinho…
Quando Luis começa a entender tudo, a falsa Julia foge, ele vai atrás dela e… você terá de ver o filme para descobrir como isso tudo termina. Tá pensando que vou reproduzir as cenas aqui em palavras? Humpf!
O bacana desse filme é que ele é bem sensual, sabe usar o corpo, explorá-lo muito bem. Só que não fica nisso, a trama é excelente, cheia de mistérios e joguinhos (e digo nos dois sentidos, vocês verão). Longe de ser um filme romântiquinho, em que ficamos torcendo pelo mocinho & mocinha, nós sabemos que ali não há nenhum dos dois. Um dos meus filmes prediletos, que tem uma história engraçada que aconteceu comigo.

Resenha Mangá “Love Junkies” – Kyo Hatsuki

   Recentemente, reparei que tenho feito coisas diferentes do normal para uma guria. Claro, ainda curto brincar de Polly (muito mais maneira que a Barbie, aquela promíscua), e de comidinha (nem vem maldar). Porém, vêm me acontecendo algumas estranhezas…
   Uma das coisas que mais gosto de fazer nos meus intervalos do serviço é procurar HQ’s e mangás bacanudos nos sebos da Capital, junto com a minha dupla dinâmica. Numa dessas ocasiões, achamos um mangá diferente dos demais. Capas bem chamativas para certas coisas, que homens ficam “babando”. Teve um dia em que quis dar uma de “to nem aí para essas coisas” (tá, e a curiosidade também estava me matando), e sugeri que levássemos um para ler no intervalo. E não é que… me apaixonei pelo enredo do mangá?
   Love Junkies, assinada por Kyo Hatsuki, é uma Ero Comedy facilmente tomada por “Hentai” (inclusive por mim antes de conhecer). Porém são muito diferentes. O primeiro, é considerado um mangá como qualquer outro, podendo ser criado por famosos mangakas, sua venda é proibida para menores de 18 anos já que seu conteúdo está relacionado a sexo e situações sugestivas ao mesmo. É facilmente encontrado em quaisquer bancas de revistas e livrarias. Já o segundo tem foco explicitamente pornográfico, e é somente vendido em lojas especializadas no gênero.
   Como leitora de Ero Comedy, e por enquanto, unicamente de Love Junkies, posso dizer que tem excelente conteúdo. Possui todo um enredo, nada de chegar fulano na siclana e pimba. Nesse mangá temos a história do Eitarô Sakakibara, um jovem de 22 anos que até então é virgem. Na primeira edição ele tem sua primeira experiência sexual e a partir daí sai em desventuras por mais experiências. É um jovem tímido, que vive se metendo em confusão. Cada situação cômica, eu diria até hilária! Até agora tenho dado boas risadas com os “micos” dele.
   Além de ser engraçadíssimo, L.J. nos mostra a busca pelo verdadeiro amor, e que este pode se manifestar sob diversas formas. Quem já leu sabe que me refiro a Eitarô e Shinako Jii. Me divirto demais com as brigas e discussões desses dois, mas também suspiro e me emociono muito. Se o Saul disser que me emociono com qualquer coisa mesmo é mentira, viu! Sou durona u.u  No mais, gosto de todos os personagens, uns mais que os outros, bem mais a Miho é uma vaca!. Nada de sexo explícito, embora possamos ver cenas bem quentes. Não é uma pornografia, em que só aparece o ato. É como o próprio título desse post sugere, tirando a parte da secretária vestida de vermelho e o controle remoto =p só que com altas doses de humor, e muito, muito romântico.
   Aqui vão algumas das capas que mais gostei até agora. Nada de maldar, hein gente:
Love Junkies #32
   É isso aí, pessoal. Vale a pena dar uma conferida!

Resenha Série “Os Normais” – TV Globo

   Tandandan … Você é doida demais, tandandandandan, você é doida demais…♪. Quem não lembra dessa música tocando na Globo nas noites de sexta-feira, logo após o Globo Repórter? Lembro de ter lá meus onze anos incompletos quando estreou na tv, e do primeiro ao último, não perdi nenhum episódio, nem mesmo quando ela trocou temporariamente para quarta-feira, em 2002. Os Normais foi exibida de 2001 a 2003, com um total de quem sabe levanta a mão três temporadas. Foi criada pelo casal Alexandre Machado e Fernanda Young, com participação do genial Jorge Furtado. O casal foi interpretado pelos incríveis Luiz Fernando Guimarães e Fernanda Torres. A partir da terceira temporada, somos presenteados com a chegada de Selton Mello e Graziella Moretto interpretando a dupla Bernardo Carlos e Maristela, respectivamente.
   Em “Todos São Normais” (primeiro episódio, para quem não sabe), nos são apresentados Rui e Vani, noivos há então cinco anos (“Cinco anos, Rui. Cinco anos perdidos da minha vida noiva de um… meia bomba.”). Um casal total e completamente normal… de longe, até porque de perto ninguém é normal. Ele é um sacana, mesmo gostando da noiva vive dando suas escapadelas. Ela é completamente maluca (“Rui, você já teve vontade de enfiar o sabonete inteiro na boca?”), vive cheia de neuras, “meio” boca-suja… Um casal igual a qualquer outro, que às vezes (ironia detected) acaba deixando escapar algumas de suas maluquices em público, o que resulta em muitas gargalhadas por parte do público, e em muitas vezes por parte da própria Fernanda Torres. Quantas vezes já a surpreendi em um episódio rindo de se acabar, como no final de “Tudo Normal Como Antes”, da segunda temporada?
   Uma das coisas mais bacanas da série é que esta nos mostra como é uma vida de casal, os pontos negativos e os positivos. Os Normais está focada no humor, mas quem acompanhou/acompanha e entende, sabe que tem boas doses de romantismo no cotidiano do Rui e da Vani, só que de um jeito diferente.
   Aqui vai algumas imagens dos episódios em que eles demostram sua normalidade mais enfaticamente:
   Vani e sua amiga Maria Helena dançando Sandy&Junior na festa “do grupo de chatos amigos do Paulinho”, segundo a própria amiga.

Temos aqui parte da bunda da “tia dinda Vani”, enquanto esta estava dando tudo de si na coreografia “Baile dos Passarinhos” para o seu afilhado Otavinho.
“Assim não, Vani. Você tem que fazer o lado lúdico!”

Haha, essa não poderia faltar! Rui e Vani, com um dos agregados da série, Bernardo Carlos, em mais um dos programas furados do “voz e violão”. Agora todos juntos:

“Ai, ai, ai ai, esta chegando a huera, el dia ja vien rajando mi bem yo tengo que ir embueraa… Arriba, arriba!!♫”

O que falei sobre o romantismo dessa dupla mesmo? Aqui está um dos episódios mais lindos, além de muito engraçados como sempre: “Seguir A Tradição É Normal”, o episódio de Natal da série, exibido em 2001. A manteiguinha aqui chorou vendo.

A dupla ainda ganhou dois filmes, Os Normais: O Filme, de 2003, e Os Normais 2: A Noite Mais Maluca de Todas, que estreou em 28 de agosto de 2009, e foi um dos dias mais lindos e felizes da minha vida, junto ao meu Saul.

   Enfim pessoal, essa foi minha singela homenagem a uma das séries brasileiras mais geniais dos últimos tempos, e que mora no meu coração. Tenho tanto da Vani em mim mesma que não posso deixar de repetir um dos seus maiores conselhos aos casais que são felizes:
   “Toquem muita sineta e muito carrilhão!!”

Resenha “O Iluminado” (The Shining) – Stephen King

   Lembro-me como se fosse ontem, numa das minhas primeiras visitas à Biblioteca Municipal de minha antiga cidade como efetiva sócia (orgulhosa à beça, antes ia e ficava só namorando os livros em destaque), estava tão feliz que resolvi que chegava de olhar os livros só da frente, os expostos mais populares. Queria aventura de verdade, então fui logo caminhando pelo fundo à esquerda. Lá estava a verdadeira mina de ouro: terror e suspense. Fui direto na minha paixão de menina, Edgar Allan Poe. Porém, uma prateleira abaixo me chamou muito a atenção. Livros com capas de palhaços apavorantes, carros vermelhos, garotas tristes, esqueletos… vi que o autor de cada um deles era um tal de Stephen King. Não se enganem pensando que o nome me era estranho. Já conhecia o carinha, uma pessoa como eu, ávida por livros do gênero jamais ignoraria o nome e suas referências. O que acontece é que na biblioteca da minha escola não tinha nada dele, então ao ver uma prateleira cheia de suas obras meu rosto se abriu num imenso sorriso de satisfação. Isso foi um pouco antes de eu ingressar em romances mulherzinha, como os da Nora Roberts. Fiquei entre Carrie e O Iluminado. Acabei levando os dois (podia pegar dois livros e um kit de gibis por 10 dias). Aquele por a história me lembrar um pouquinho a da Jean Grey, minha X-Men favorita, e este por ter visto o filme e UAU, era de arrepiar. Talvez pela cara do Jack Nicholson já ser naturalmente assustadora, vai se saber…
    Tendo os lido nessa ordem, devo dizer que estava ansiosa por começar o segundo. O Iluminado foi ao mesmo tempo maravilhoso e revoltante, porque quando analisamos pelo prisma literário, o filme deixou muito a desejar. O livro era muito mais, é muito mais. O horror, o medo puro impresso naquelas 399 páginas jamais poderá ser reproduzido à altura.
   Título Original: The Shining
   Ano de Lançamento: 1977
   Número de Páginas: 399
   Grau de Pavor – Escala de 1 a 10: 9,85
   Diferentemente do que a maioria pensa antes de ler a obra do Tio King, não, o iluminado da história não é o Jack Torrance. Ele é apenas um escritor com certo potencial e chefe dessa família, que inclui sua esposa Winnyfred (Wendy) e seu filho de cinco anos Daniel (Dan ou Danny para os mais chegados), este sim sendo o personagem-título desse clássico. O garoto é muito inteligente para a idade que tem, às vezes sabendo até demais, como onde as coisas em casa estão quando ninguém as encontra, ou quando vai chover. Ele possui um amigo imaginário, Tony. Os Torrances estão passando por uma grave crise financeira e emocional, tendo Wendy quase pedido o divórcio por não suportar o marido bebendo como um gambá. Esse problema fez com que Jack perdesse o emprego e quebrado o braço de Danny quando este tinha apenas três anos. Até que o homem resolve se tornar abstêmio. Como isso não mudasse o fato de que passariam a ficar sem comer, Jack não pensa duas vezes quando um amigo lhe oferece a vaga de zelador do famoso Hotel Overlook. Muda-se com sua família para as montanhas e quando tudo parece finalmente entrar nos eixos as coisas começam a ficar estranhas… Danny constantemente tem pesadelos tenebrosos com o hotel, de dia vendo até imagens impressas nas alas de épocas atrás. Jack desenterra todo o passado do hotel, que é extremamente negro. O filho parece ter premonições vindas de Tony, envolvendo o hotel e sua família, mas não consegue entender… até que uma ida não autorizada ao apartamento 217 desencadeia o horror encerrado nas ricas paredes do Overlook…
   Uma das coisas a se observar na obra não é só a idéia central. King escreve muito sobre o relacionamento dos três, do quanto Wendy deixou de confiar no marido quando este agrediu o filho, e no quanto pai e filho são apegados um ao outro. Isso veio do próprio relacionamento entre King e seu filho Joe, a quem a obra é dedicada:
   “Este é para Joe Hill King, que ilumina.”
   O amor entre os dois por vezes faz Wendy sentir ciúmes, como se fosse uma estranha entre eles. Devo dizer que gostei à beça das cenas de amor entre Jack e Wendy, que foram tão bem escritas que me pergunto se não foram inspiradas em seu relacionamento com Tabitha. Não posso deixar de comentar o quanto um outro aspecto além do terror me chamou a atenção. O drama. Este não é apenas um livro para assustar e fazer gemer de medo, mas sim a vida de uma família, que mesmo com acontecimentos extraordinários é normal como qualquer outra, com seus problemas, suas alegrias. A superação diária do problema de alcolismo do marido e pai. Wendy em seu subconsciente teme que Jack agrida Danny novamente. Quantas vezes emocionei-me com o relacionamento de Danny e Jack, o garoto esperando ansiosamente pelo pai enquanto ouve seu radinho de pilha. Das tentativas deles fazerem bonecos quando começou a nevar, da estradinha que o pai fez para ele brincar com seus carrinhos. O amor com que Jack ensinava o filho a ler. Claro que Danny amava muito a mãe, mas como está escrito nas próprias páginas “O filho era a menina dos olhos de Jack”. Antes de ser uma história cruel sobre forças malignas, é sobre um amor incondicional. O quanto o Sr. Torrance lutou para não ser possuído pela criatura cruel daquele lugar, tudo pelo filho. Só passou a enfraquecer pelas desconfianças de Wendy e da impotência que sentia em relação aos acontecimentos ali presentes, pois sabia que o filho não estava mentindo. Jack então vive um grande conflito que é a) ceder à atração e influência do Overlook sobre ele, assim mudando da posição de zelador para gerente e de quebra escrevendo um livro sobre o lugar e b) deixar aquele maldito lugar, salvando a família e a si mesmo. Mas quando o hotel descobre a fraqueza de Jack e a bebida entra no jogo, consegue possuí-lo. Fiquei infinitamente triste, porque apesar de já ter visto o filme, minha esperança era de que isso não acontecesse. Descobrir que Tony na verdade era Dan um pouco mais crescido (seu nome do meio é Antony) foi uma surpresa muito legal.
   Enfim, esse foi meu segundo livro do Stephen King, e até hoje, tanto tempo depois de lê-lo sei que é e sempre será um dos mais assustadores e emocionantes romances já lidos por mim. E não são poucos, meu caro, pode acreditar.
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