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22 Livros para se MORRER ANTES DE LER

   Sei que vocês vão dizer que eu errei o título do post, que na verdade estou recomendando livros para leitura, mas é exatamente o que vocês estão lendo: estou fazendo minha própria lista, depois de ter lido um post bem semelhante no Livros só Mudam Pessoas. Quantas vezes lemos uma obra e ficamos com aquela sensação de que se tivéssemos uma bola de cristal, ou um amigo legal que relatasse suas experiências literárias, a gente teria mais dicernimento na hora de escolher um livro. Não vou passar sinopse de nada, nem vou colocar em ordem nenhuma. Mencionarei obras, que estarão acompanhadas de sua imagem de capa, ponto. Comentem se vocês se identificaram com algum livro, dividam suas experiências. E quem quiser saber meus motivos para incluir algum livro na lista, peçam resenha pelos comentários! Vamos a elas (para quem não sabia, eu li sim, quase todas as obras da Saga Crepúsculo. Tenho muitas críticas a elas, e nenhuma tem a ver com a rixa estúpida entre varinhas e criaturas noturnas):
   Brida – Paulo Coelho
O Monte Cinco – Paulo Coelho
O Diário de um Mago – Paulo Coelho
   
O Alquimista – Paulo Coelho
Crepúsculo – Stephenie Meyer
Lua Nova – Stephenie Meyer
 Eclipse – Stephenie Meyer
Concerto Campestre – Luiz Antônio de Assis Brasil
O Filho Eterno – Cristóvão Tezza
O Guardador de Rebanhos – Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
A Educação pela Pedra – João Cabral de Melo Neto
Lira dos Vinte Anos – Álvares de Azevedo
 Morte Súbita – J. K. Rowling
   
Iracema – José de Alencar
O Guarani – José de Alencar
Rose Madder – Stephen King
Meu Marido Foi Embora. E Agora? – Valeria Araújo
O Dia em que Atirei no Cupido – Jennifer Love Hewitt
Tudo por um Popstar – Thalita Rebouças
Os Assassinatos da Rua Morgue – Edgar Allan Poe
Clara Hutt: Uma Vida de Bandeja – India Knight
O Crime do Padre Amaro – Eça de Queiroz

Resenha Livro “Lembra de Mim?” – Sophie Kinsella

   Morreram de saudades de mim, eu sei bem. Com tanto trabalho para fazer essa semana, quase não tive tempo de postar aqui. Peço que me desculpem, e hoje trago-vos um livro que foi uma surpresa para mim…

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   Título Original: Remember Me?

   Autor: Sophie Kinsella

   Editora: Record

   Gênero: Chick Lit, Romance

   Páginas: 400

   Ano: 2009

   Sinopse: Lexi Smart é uma garota em um relacionamento desastroso, dentuça, e mal sucedida na sua vida profissional. Mas tudo muda quando após um acidente ela acorda linda, maravilhosa, rica e casada…

   Não é o primeiro livro da Sophie que eu li. Comecei pela Série Becky Bloom. Lembra de Mim? foi adquirido por mim no Carnaval de 2012, depois da decepção da minha bolsa na universidade não ter sido concedida. Junto com ele comprei Casório?, esse sim meu livro favorito da escritora Marian Keyes. Ao iniciar a leitura, lendo a orelha do livro passo a pensar que tudo não poderia passar de um sonho. Apesar de eu gostar muito do gênero, ainda tinha um resquício de preconceito de que esse tipo de livro tem sempre um tema bobo. Mas não, não era sonho, não era devaneio. A Lexi era uma pobre coitada, com grandes amigas, claro. E pobre coitada. Numa droga de emprego, longe de ser bonita com o cabelo naquela cor estranha, aqueles dentes imensos… Eu imaginava ela como uma Hermione fora de Hogwarts. O namorado dela era um babaca, ela tinha perdido o pai… daí ela cai, acorda num hospital toda linda e maravilhosa, com um cara rico e bonitão de marido. Se passaram quatro anos. Se tu não pensaste que era um sonho eu vou estranhar… Depois que ela acorda descobre que foi num acidente de carro que foi parar no hospital, e não do tombo daquela noite chuvosa. Eu particularmente vivi tudo com ela. Praticamente tudo, à exceção do namorado. O meu é há quatro anos maravilhoso, uma sorte tão grande que todo o resto parece apenas um detalhe superficial. Tenho consciência de que  não sou modelo de beleza também, sou bem comum. Lexi e eu somos parecidas nisso. Eu vivi a confusão dela nessa nova vida, nova época. E falo mais do emocional: é bem estranho acordar sem nenhuma das melhores amigas e casada com alguém que sequer sabe o nome. Fiquei encucada, quis investigar para entender como isso aconteceu. Descubro aos poucos que essa vida está longe de ser perfeita, porque eu perdi minha essência. Nesse meio tempo tem um cara me assediando, procurando saber se eu realmente não lembro dele. Ele me intriga… mas torna-se meu amigo e me ajuda na busca pelo entendimento. E quando finalmente descubro, cai a ficha de que na verdade eu recebi uma segunda chance da minha vida. As coisas não estavam boas e eu tive a oportunidade de recomeçar. Achei tão legal o fato de tudo ser realmente verdade e o jeito como ela encara as coisas. Foi bem realista, diferente de muitas das obras desse gênero que eu já li.

   Quem dera todos pudéssemos recomeçar em grande estilo… isso é o que pensamos antes de compreender que a Lexi viu o quanto a vida dela estava ruim e batalhou para mudar esse quadro. Foi uma grande conquista. E é essa a mensagem que a obra me passou. Recomendo a todos que querem começar a ler Sophie Kinsella!

Resenha Livro “O Céu Vai Ter Que Esperar!” – Cally Taylor

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   Título Original: Heaven Can Wait

   Autor: Cally Taylor

   Editora: Bertrand Brasil

   Gênero: Chick Lit

   Páginas: 364

   Ano: 2011

  Sinopse: Lucy Brown está prestes a se casar com o homem dos seus sonhos. Contudo, na véspera da cerimônia, ela sofre um acidente fatal. Agora ela terá que escolher: aceitar uma vida inteira longe de sua alma gêmea e ir para o céu, ou ficar com seu amor, sob a forma de fantasma. Vencedora de diversos prêmios, esse é o romance de estreia de Cally Taylor.

   Ai, meu Deus! Como torci para que tudo não passasse de uma droga de sonho mau! Engraçado isso, por mais que eu deteste casais sendo separados pela morte, os romances que têm esse tema central me atraem direto. Com esse livro não foi diferente, embora a capa tenha contribuído em 200%, lógico! Ela é tão linda e simboliza super bem a história da nossa amiga Lucy. A resenha de hoje é sobre um livro que li muito rápido, e… alugado! Sim, não é novidade que muitas e muitas vezes preferi alugar obras antes de saber se vale a pena comprá-las. Tanto é que as poucas obras compradas inéditas foram da Sophie Kinsella, Marian Keyes, Stephen King… Todas as outras comprei por ter adorado a leitura, e quis colocar na minha estante. Nessa resenha vou tentar fazê-la o máximo possível sem spoilers.

   A Lucy tinha uma vida perfeita, um noivo perfeito, adoráveis amigas. Mas o Manda Chuva quis que ela subisse no telhado bem na véspera do seu casamento. Nossa heroína acorda desorientada depois do acidente em um lugar chamado Limbo. E escolhe cumprir uma missão para se tornar o fantasma do seu noivo, Dan. Daí por diante é só trapalhada, muita comédia, mas também bastante romance e partes bem tristes. A manteiga aqui chorou como se não houvesse amanhã nas partes em que o Dan está sofrendo, nos primeiros dias após o acidente que levou sua amada. Como disse, casais separados pela amiga de capuz me deixam muito mal, mesmo! Fiquei impressionada com a determinação dela em permanecer ao lado do noivo mesmo depois de morta. A gente imagina que a pessoa, ao descobrir que morreu, queira seguir seu caminho, para onde quer que este leve. Mas a Lucy não, nem pensar! Ainda mais quando descobre que sua amiga do peito, Anna, sem nem chorar por sua morte, já tá querendo fisgar o seu Dan. Eu ia falar uma expressão de baixíssimo calão agora, mas vou manter a classe! Nossa, amiga verdadeira essa, né? Eu iria querer voltar só para acertar as contas com ela, e sério… não gostaria de ser ela nesse momento.

   Quem lê a sinopse do livro, extremamente curta, certamente imagina que a história seja mega triste, talvez até desista. No entanto, essa foi uma das minhas melhores e maiores experiências dentro do gênero. Eu me vejo como a Lucy, sofro com ela, sofro demais mesmo. Mas rio demais também, não tem como não rir, gentem! E cada parte engraçada do livro é como um bálsamo para a tristeza, a gente começa a se conformar com a situação dela, torcer para que ela cumpra a missão e vire o fantasma do Dan. E a missão não é fácil, o tempo é curto para cumpri-la também… E o final? Que final foi esse? Meus butiás caíram aos montes dos meus bolsos com esse desfecho! Foi demais da conta, no bom sentido. Como emocionei-me, derreti-me com as lembranças dos momentos entre Lucy e Dan. Esta é uma obra que toca fundo no coração da gente.

   Resolvi fazer a resenha do livro exatamente por estar à procura dele para pôr na minha estante. Na verdade, tenho uma listinha aqui que vou te contar… Mas isso é assunto para outros posts, outras resenhas. Por ora, o que tenho a dizer é que Cally Taylor, para um romance de estréia, acertou em cheio.

Resenha “Sushi” – Marian Keyes

   Vai dizer, não tem nada mais legal do que falar sobre o que nos marca de bom, nossas boas experiências. Quando comecei a ler Marian Keyes, minha vida entrou numa sucessão de boas experiências. Por quê? Bem, cada obra dela lida por mim fez um bem imenso, e Sushi não poderia se encaixar melhor nessa afirmação.

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   Título Original: Sushi For Beginners

   Autor: Marian Keyes

   Gênero: Chick Lit, Romance

   Páginas: 574

   Editora: Bertrand Brasil

   Ano: 2004

   Sinopse:

   “Sushi” é um livro sobre a busca da felicidade. E ensina que, quando você deixa as coisas ferverem sob a superfície por tempo demais, cedo ou tarde elas acabam transbordando. Perspicaz, engraçado e humano, este romance de Marian Keyes consolida sua posição como a mais popular jovem autora da Grã- Bretanha. Lisa Edwards, a durona e sofisticada editora de revistas, acha que sua vida acabou, quando descobre que seu novo emprego “fabuloso” não passa de uma ordem de deportação para a Irlanda, com a missão de lançar a revista Garota. Ashling Kennedy, a editora assistente da Garota, também tem seus problemas. É a Rainha da Ansiedade, e não é de hoje que sente que algo não está cem por cento na sua vida. E não só porque o que lhe sobra são bolsas, falta em cintura e namorado – mas porque, no fundo, no fundo, falta algo mais, como aquele pontinho minúsculo que fica na tela quando a gente desliga a TV à noite. Conhecida como “Princesa”, a vida sempre deu a Clodagh tudo que queria (e por que haveria de ser diferente, quando se é a garota mais bonita da turma?). Ao lado de seu príncipe e dois filhinhos encantadores, ela vive um conto de fadas doméstico em seu castelo. Mas então, por que será que nos últimos tempos anda sentindo vontade – e não pela primeira vez – de beijar um sapo? (Abrindo o jogo: de dormir com um sapo). Mais um sucesso de Marian Keyes, que vem divertindo milhares de leitores no mundo todo.

   Quem acompanha o blog já deve ter notado que eu não sigo a ordem cronológica dos livros, até porque nem mesmo comecei pelo primeiro, Melancia. A ordem aqui era pra ser a de leitura, mas vou postando o que mais vai mexendo comigo. Sushi, como a própria sinopse poderia dizer e diz acertadamente, é um livro em busca da felicidade. Usa como exemplo dessa busca três garotas, Ashling, Clodagh e Lisa. Diferentemente dos livros das irmãs Walsh, não é escrito em primeira pessoa.

   Ashling faz o tipo bem comunzinho, não é exuberantemente linda, nem é fabulosa em nada. Às vezes consegue ser meio mocoronga, ou seja, me identifiquei bastante com ela. Gosto do jeito bondoso dela, tenta ser sempre a melhor possível, querendo ajudar os outros. Mexe muito comigo ver o quanto ela passa a se importar e ajudar o mendigo Boo. Além de tentar ajudar o chefe, “Jack Divino” com sua namorada, a dançarina exótica e misteriosa. Ela tenta ajudar até mesmo a sua nova chefe, Lisa. Essa, por sua vez, é totalmente o oposto da Ashling: linda em todos os aspectos, bem sucedida em sua carreira… mas acaba de ser mandada para a Irlanda, onde chefiará uma nova revista, Garota. No começo da leitura eu me pego achando a Lisa uma completa vaca, esnobe, nojenta. É com satisfação que vejo o quanto ela está sofrendo. A mulher é venenosa, passa por cima de quem for, muito ambiciosa, humilha, acaba com as pessoas. E quando ela pensa que tá interessada no Jack, fico com mais raiva dela ainda! Sei lá, não acho que ela fosse merecedora do cara, já tinha tudo e de mais a mais… eles nem combinavam. Clodagh, a meu ver, é uma chata egoísta, que só sabe fazer drama. Tem tudo que uma mulher sonha ter, mas acha que a vida dela é uma merda. A mulher não tem que trabalhar, tem um marido maravilhoso, grana, uma baita casa, dois filhos (bom, nem tudo é perfeito)… mas ahhhh, a vida dela é muito difícil! Nossa, de longe ela foi a personagem mais chata que eu já conheci. Até porque, era melhor amiga da Ashling e rouba o namorado dela, com quem acaba casando… não sei vocês, leitoras e leitores, mas eu tenho uma opinião nada agradável a respeito de amigas “fura-olho”…

   Engraçado que desde o princípio, minha favorita era a Ashling, detestava a Lisa e a Clodagh era só uma chatinha que não fedia nem cheirava. De repente… reviravolta! Começo a gostar da Lisa e a Clodagh vira uma filha-da-mãe completa. E isso que eu nem tinha chegado na parte em que ela vira uma grandessíssema amiga-da-onça versão MASTER. Foi bom ver o quanto a Lisa cresceu emocionalmente, amadureceu. Ela era muito obcecada com o trabalho, em vencer na vida. Na verdade foi isso que me fez gostar tanto dela. Uma mulher que não precisou de um canudo para subir na vida, e usou seu talento para isso, que não envolveu se enfiar na cama de todo e qualquer sujeito que tivesse alguma posição de destaque na sociedade. Lisa é uma batalhadora, vencedora. Mas infelizmente não conseguiu enxergar que seu sucesso já era suficiente, a típica gana sem limites. E quando ela caiu, a queda foi feia. Mas ela aprendeu com isso, aprendeu muito. Precisou voltar à sua origem simples, de moradora de subúrbio inglês, e conseguiu ver muitas coisas boas que ela havia deixado para trás… e sim, isso envolve comer batatas!

   As três, à sua maneira, partem numa busca inconsciente pela felicidade, nesse caminho Ashling, Clodagh e Lisa aprendem, caem, se divertem (Clodagh até demais, aquela vaca!), choram. Lisa se apóia no trabalho, Ashling nos amigos, Ted e Joy – eles são hilários, Joy principalmente! -. Clodagh passa a história inteira sofrendo e achando que tudo na vida dela é uma droga.  Você provavelmente vai se irritar com ela do princípio ao fim do livro também, mas de longe esse foi um dos livros que mais me marcaram na vida. É fantástico, incrível, e até o final você estará gamadinha pelo Jack, porque como Joy diz sabiamente, ele é Divino! Vale muito a pena a leitura, então não perca tempo!

Marian Keyes Soltando a Voz!

   Estava à cata de entrevistas com a nossa autora mais querida aqui do Na Minha Estante quando dou de cara com esse lindo vídeo da Marian falando sobre sua playlist favorita. Qual não é minha surpresa ao ver ela cantar! Haha, assistam e vejam vocês mesmos!

Lançamentos da Marian Keyes Ansiosamente Esperados no Brasil!

   Gente, estou sofrendo de um mal terrível. Não, não foi por aquele sapato lindérrimo que eu vi na loja da esquina outro dia e não pude comprar por só ter sobrado o mostruário e ele estar melecado e manchado de mãos. Nem por aquela blusinha de angorá que vi na vitrine semana passada e não deu para comprar porque o único número que sobrou era mil vezes maior que o meu e eu pareceria uma mendiga horrorosa usando uma roupa muitas vezes maior que o meu corpo. Tampouco por a minha irmã ter comido todo o Häagen-Dazs de Vanilla Caramel Brownie que eu tinha comprado por estar de TPM e muito deprimida. Aliás, a dita-cuja também não é a responsável, embora ela intensifique todas as negatividades na vida de uma mulher. E na de um homem também, se este estiver em um relacionamento sério com alguém do sexo oposto. Meu mal é causado por já NÃO AGUENTAR MAIS ESPERAR POR NOVOS LIVROS DA MARIAN! Desde setembro do ano passado que aguardo chegar aqui The Mistery Of Mercy Close! Minha Walsh favorita, Helen, conseguiu deixar mais saudade do que qualquer outra das quatro juntas, embora Anna seja uma forte candidata. Pronto, desabafei. Hoje procurando pistas de quando sairia o tão aguardado mundo de Helen, trago para vocês não um pouco da obra propriamente dita como também um e-book que fiquei morrendo de vontade de comprar, mas que ainda não foi lançado no Brasil também, o Mammy Walsh’s A-Z of the Walsh Family. Vejamos um bocadinho sobre ele, retirado lá do site da nossa amada e venerada Marian:

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   “Há uma mulher que eu conheço da ponte, Mona Hopkins, uma mulher adorável que ela é, mesmo que eu deva admitir que eu não sou tão interessada nela, e ela disse uma grande coisa no outro dia. Eu estava esperando que ela dissesse “Dois não triunfam”, mas em vez disso ela me sai falando sobre seus filhos. Ela diz: “Os meninos vão destruir sua casa e as meninas destruirão sua cabeça.” Isso não é muito sábio- “Meninos destruirão sua casa e as meninas naufragarão sua cabeça!” E Deus sabe que é a coisa mais verdadeira que eu já ouvi em um longo período de tempo. Eu deveria saber. Eu tenho cinco meninas. Cinco filhas. E deixe-me dizer-lhe, minha cabeça é naufragada por elas

   Embora, agora que penso nisso, assim é minha casa. . . “

   O e-book se encontra em sites como o Amazon.com desde agosto do ano passado, mas não há tradução para o português ainda.

   Além do maravilhoso The Mistery Of Mercy Close:

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“Helen está tendo problemas com seu trabalho como detetive particular e ainda recebe a visita do ex-namorado, Jay Parker, que aparece lhe propondo que encontre uma pessoa desaparecida. Essa pessoa é o músico Wayne Diffney, que desapareceu de sua casa em Mercy Close. Ele precisa ser encontrado logo, porque sua banda, a Laddz, tem apresentações agendadas em menos de uma semana.
Além de se preocupar com a investigação, Helen ainda enfrenta a falta de dinheiro, que faz com que precise voltar para a casa dos pais, e tem de lidar com Jay e com seu atual namorado, o sexy detetive Artie Devlin — sem falar na ex-mulher dele e nos seus filhos adolescentes, que a odeiam.
 Jogando com suas próprias regras, Helen é arrastada para um mundo sombrio e fascinante, onde o seu pior inimigo é sua própria cabeça e onde cada vez mais a única pessoa que se sente ligada é a Wayne, um homem que ela nunca sequer conheceu.
Totalmente irresistível, comovente e muito, muito engraçado, o romance é diferente de qualquer livro que você já leu, e Helen Walsh – corajosa e vulnerável – é a heroína perfeita para os nossos tempos.”
   De acordo com o que eu li sobre o livro, Marian o escreveu em meio a uma séria cirse de depressão, e passou sua situação emocional para a Helen. Dizem que não é o melhor livro dela, nem o mais genial, mas que este foi feito para quem ama a Marian e sua escrita. Teremos que esperar para ver ele no Brasil, a previsão é de que só saia no ano que vem, infelizmente. Enquanto aguardamos, um pequeno trecho:
   “I employ this thing I called The Shovel List.”
   “A shovel..?”
   “No, a shovel list. It’s more of a conceptual thing. It’s a list of all the people and things I hate so much I want to hit them in the face with a shovel.”

Resenha “É Agora… ou Nunca” – Marian Keyes

   E se você tivesse apenas mais uma chance para ser feliz? Uma única chance antes que sua vida acabasse? É com esse questionamento que Marian Keyes nos apresenta É Agora… Ou Nunca.

   Livro: É Agora… ou Nunca

   Título Original: Last Chance Saloon

   Autora: Marian Keyes

   Páginas: 588 páginas

   Gênero: Chick Lit

   Ano: 2006

   Editora: Bertrand Brasil

   Engraçado este ser o livro que abre o Leituras Bacanudas. Não segui ordem cronológica de lançamento das obras dessa excelente escritora, tampouco ordem de preferência. Mas passa bem perto, ele perde apenas para Casório?. Nele, Marian nos apresenta três amigos inseparáveis, Katherine, Tara e Fintan, vindos diretamente de Knockavoy (confins da Irlanda, meus caros) para Londres. Katherine é a “certinha” do trio, uma mulher centrada e bem resolvida… pelo menos à primeira vista. Com seu corpo esbelto e roupas de grife, exibe sempre uma auto-confiança inabalável e despreza os homens. Já Tara é a que não consegue viver sem homem. Gordinha, sempre comendo ou pensando em comida, mora há dois anos com seu namorado Thomas, cara que nenhum dos seus amigos gosta ou aprova para ela. Fintan é o único que realmente é feliz na sua vida pessoal. O mais velho dos três amigos, ele é um homossexual muito bem resolvido, casado com o arquiteto Sandro, o “pônei italiano”. Trabalha com uma estilista biruta e drogada, mas ama seu emprego. Tem também a Liv, sueca deprê que dividia o apartamento com Tara e Katherine.

   Cada um tem sua vida e sua rotina, mas são tão ligados que sempre dão um jeito de estarem juntos. E a vida corria muito bem na sua normalidade até Fintan cair doente. Paira no ar a ameça do HIV, mas para surpresa geral o melhor amigo das garotas está com câncer. Temendo estar à beira da morte, Fintan faz um pedido às amigas. Tara deve terminar seu relacionameto com o horroroso Thomas e Katherine deverá “sair da geladeira”, deixando de lado seu desprezo pelo sexo masculino. E agora, será que elas realizarão o talvez último pedido do melhor amigo? Terão de ler para descobrir.

   Longe de ser um livreco cheio de sentimentalismos, o quinto romance de Marian é uma verdadeira lição de vida. Aborda maravilhosamente bem temas como o aborto, a depressão, a comodidade num relacionamento sem futuro, a luta contra o câncer e seu tão doloroso tratamento, o preconceito sexual, a força da amizade. Mostra-nos que é sim possível dar a volta por cima.

   Damos também muitas gargalhadas com a história, como os apelidos que os colegas de trabalho de Katherine dão para as funcionárias devido às suas habilidades sexuais. As desventuras de Tara em busca do batom indelével e sua constante obcessão por comida. As tentativas de Lorcan de se tornar um ator super famoso. É de rir até às lágrimas, passamos por tudo que as personagens passam. Sentimos tudo que elas sentem. Passam a ser nossos melhores amigos e você se pega torcendo pelo melhor para eles, que sejam felizes. Esse é o sentimento que a obra passa. E a energia é muito boa. Se existe mesmo a tal de terapia, você a escontrará nessas 588 páginas. Posso lhe prometer que não se arrependerá.

   Pela minha história pessoal de vida, esse livro significa muito. Foi o primeiro que eu li no momento mais importante e especial desses meus vinte anos de existência. E não, não comecei por Melancia. Na verdade, sequer fazia idéia que a autora era tão famosa.

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