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[Resenha] Nosferatu – Joe Hill

   HOHOHO!! Mamãe Noel aqui veio deixar um maravilhoso presente para vocês. Hoje, noite natalina, iremos conhecer um lugar magnífico, chamado Terra do Natal. Por favor, sigam-me até o Rolls-Royce de Charlie Manx e vamos nos divertir muito! =)

capaTítulo Original: NOS4A2

Autor: Joe Hill

Tradução: Fernanda Abreu

Gênero: Terror

Páginas: 624

Lançamento no Brasil: 08/07/2014

Sinopse Oficial: Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem. Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor. E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca… e acaba encontrando Charlie. Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic. Perturbador, fascinante e repleto de reviravoltas carregadas de emoção, a obra-prima fantasmagórica e cruelmente brincalhona de Hill é uma viagem alucinante ao mundo do terror.

   Ok, antes de começar, permitam-me extravasar um pouco da minha admiração: GENIAL! CARA, EU TE AMO!! Acabou com todos os meus natais, mas valeu cada página, cada letra, meu Deus, que leitura sensacional. Hum, hum… agora já posso ser séria! Fazia muito, mas muito tempo que eu não lia um livro de terror, realmente de terror. Uma frase que costumo usar com frequência dentro desse assunto é: um escritor realmente fez um livro de terror quando este te faz se cagar de medo. Sério gente, Hill acertou em cheio nessa obra, que ultrapassou todos os limites do pavor. Provei um pouquinho dessa sensação ao ler A Estrada da Noite, mas nada pode se comparar. A começar pelas ilustrações. Diferentemente do seu primeiro romance, Hill nos presenteou com verdadeiras obras-primas descritivas de sua história. Se você não conseguir ficar realmente apavorado com a escrita, acredito piamente que as imagens darão um jeitinho em você!

Nosso querido e amistoso Sr. Manx. Não é a bondade em pessoa?

Nosso querido e amistoso Sr. Manx. Não é a bondade em pessoa?

   Além da escrita assustadora em si, percebi vários traços peculiares, como o fato de Joe abordar o tema do alcoolismo e drogas. De um jeito que me lembrou seu pai. Às vezes acho que ele é uma versão de SK mais atualizada. Alguns personagens estão sob os holofotes, não apenas Vic e Manx. Bing, que me dá nos nervos de tão patético que ele é, Maggie, a bibliotecária mais fodona que eu já conheci, Lou… aliás, ou estou muito enganada, ou Lou foi inspirado em ninguém menos que Hugo Reyes, o Hurley de Lost. Podem ler e tirar suas conclusões, quem for fã de Lost verá essa ligação. Espero que um dia, não muito distante, eu mesma possa perguntar ao criador dessa história. Ah, ainda tem o filho dela, o BRUCE WAYNE. Cara, esse livro é foda sob muitos aspectos! Os dois personagens principais possuem um talento para viajar pela mente, criando lugares impressionantes. O de Vic, O Atalho, permite que ela vá para qualquer lugar em que estiver pensando, com o objetivo de encontrar algo que está perdido. Não tardamos a descobrir que quando ela procura encrenca, O Atalho vai dar logo na residência do encantador Sr. Manx.

O Atalho

O Atalho

Já a mente de Charlie o leva pela estrada a um local que é uma espécie de parque de diversões natalino: lá todo o dia é Natal, as crianças o adoram! Bem, se dermos uma olhada com atenção nas crianças, veremos que elas não são exatamente bonitinhas e fofinhas. Na real, toda vez que penso nelas me lembro do Venom. Bom, lendo vocês vão ter uma ideia do que tô dizendo… Aí vão umas imagens da Terra do Natal, o mapa para se chegar lá e um encantador desenho que Millie Manx (moradora da Terra do Natal) fez para seu papai.

A Lua que banha a Terra do Natal

A Lua que banha a Terra do Natal

A Millie é artista...

A Millie é artista…

Mapa curioso, não?!

Mapa curioso, não?!

A Terra do Natal

A Terra do Natal

    Por falar nesse mapa, sabemos algumas coisas a seu respeito. Joe Hill construiu uma ponte de ligação entre todas as suas histórias, de uma maneira muito interessante. E uma coisa que Manx fala para Bing me deixa chocada!

   SPOILER

   O Verdadeiro Nó é mencionado! Tá é daí? Daí que esse romance foi escrito antes de Doctor Sleep, e Manx foi bem realista em relação ao grupo de Rosie, a Cartola. Fiquei encucada se King usou isso na cara dura, se essa parte de Nosferatu foi ideia dele… bah, teorias surgem! Por algum motivo, fiquei desgostosa com a ideia de King usando personagens do filho, não sei a razão.

   Enfim, o livro é excelente sob muitos aspectos como já disse anteriormente. É divertido, Manx pode ter bastante senso de humor. Fiquei chateada com o desfecho da Vic. Acho que esse foi o único ponto negativo pra mim. E claro, acredito que as capas originais podiam ter sido mantidas, elas são bem mais legais. Então é isso, LEIAM, aproveitem cada página! Fique com mais algumas imagens e Feliz Natal!!

capa gringa

Uma das capas gringas

Amei essa capa!

Amei essa capa!

Resenha “A Estrada da Noite” – Joe Hill

estradadanoite_capa

   Autor: Joe Hill

   Título Original: Heart-Shaped Box

   Editora: Arqueiro

   Páginas: 256

   Gênero: Sobrenatural, Suspense, Terror

   Ano: 2007

   Sinopse: Uma lenda do rock pesado, o cinqüentão Judas Coyne coleciona objetos macabros: um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um laço usado num enforcamento, uma fita com cenas reais de assassinato. Por isso, quando fica sabendo de um estranho leilão na internet, ele não pensa duas vezes antes de fazer uma oferta.
“Vou ´vender´ o fantasma do meu padrasto pelo lance mais alto…”
Por 1.000 dólares, o roqueiro se torna o feliz proprietário do paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Sempre às voltas com seus próprios fantasmas – o pai violento, as mulheres que usou e descartou, os colegas de banda que traiu -, Jude não tem medo de encarar mais um.
Mas tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. Desta vez, não se trata de uma curiosidade inofensiva nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora.
O espírito parece estar em todos os lugares, à espreita, balançando na mão cadavérica uma lâmina reluzente – verdadeira sentença de morte. O roqueiro logo descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar. O morto é Craddock McDermott, o padrasto de uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude.
Numa corrida desesperada para salvar sua vida, Jude faz as malas e cai na estrada com sua jovem namorada gótica. Durante a perseguição implacável do fantasma, o astro do rock é obrigado a enfrentar seu passado em busca de uma saída para o futuro. As verdadeiras motivações de vivos e mortos vão se revelando pouco a pouco em A estrada da noite – e nada é exatamente o que parece.
Ancorando o sobrenatural na realidade psicológica de personagens complexos e verossímeis, Joe Hill consegue um feito raro: em seu romance de estréia, já é considerado um novo mestre do suspense e do terror.

    Então é isso. Um livro escrito pelo filho de ninguém mais, ninguém menos do que o MESTRE do terror e sobrenatural, Stephen King. Ele, Joe Hill, o próprio Iluminado, resolveu seguir os passos do pai e se aventurar no mundo da escrita. Teve o bom senso de não utilizar o sobrenome do cara, e até conseguiu ocultar suas origens por um tempo. Com o claro objetivo de não ser comparado ao pai. Mas isso é impossível, não tem como não comparar, embora eu não faça muito isso. O que posso dizer num geral é que ambos são talentosos e escrevem muito bem, embora sejam bem diferentes nisso apesar do gênero literário em comum. Outra coisa bacana a se observar, e eu diria muito bacana, é que Hill parece gostar de finais felizes, diferente de King.

   A primeira impressão que tive da história é a de que Judas não passa de um velho bundão que fez muito sucesso na sua mocidade e com muita grana no bolso. Tantas verdinhas que ele usa isso para atrair garotas com idade para serem suas netas. Não gosto do jeito dele, do quanto ele é ranzinza e de como ele trata mal a namorada. Outra que o cara não bate bem né, coleciona um monte de merda, lixo mesmo, cara, no duro. Só coisas macabras, podendo citar aí uma fita Snuff ! Desmiolado? Sim. E ele é tão nojento que apelida as mulheres com quem dorme pelo nome dos estados! Sério, que pretensão. Mas no decorrer das páginas até que deixo um pouco de implicar com ele.

   O livro marcou-me em muitos momentos por ter me identificado com Anna, a Flórida (ARGH!). Ela sofria de depressão antes de supostamente ter se suicidado. E por ter segredos que provavelmente revelem o motivo da depressão, Anna usa de escudo as incessantes perguntas. São tantas perguntas, para qualquer pessoa, que a gente pode ficar tonto de tanto responder. Ela não é uma adolescente, mas dá um ar de eterna menina. Tentei muito não gostar dela, porque não aprecio suicidas, por mais legal que estes sejam. Mas quando ela não estava em crise era muito legal. Também curti a Marybeth, Geórgia. Ela é a atual namorada gótica do Judas. Todas elas são góticas. Cês tão vendo o que quero dizer? O cara só curtia góticas com um passado meio sujo. Não é implicância, longe disso…

   Taí um livro que realmente me assustou para valer. É uma história sobrenatural, mas fazer com que ela realmente assuste foi um desafio e tanto, e que foi cumprido. Senti arrepios em alguns momentos, aquele velho maldito com o pêndulo conseguiu me fazer fechar o livro uma única vez, o que é um senhor feito. O jeito como um fantasma conseguia manipular as pessoas na história foi bem surpreendente. Fiquei bem encucada com o ódio que ele sentia pelo Judas, porque apesar do que aconteceu com Anna a culpa não foi do cara. A obra me ganhou de vez quando vi que não era uma simples história de fantasmas e sim um grande mistério. Foi o primeiro romance de Joe Hill que li e posso dizer com satisfação que não deixou em nada a desejar. Conseguiu me satisfazer completamente e recomendo muito.

   Então pegue sua jaqueta de couro e siga-me pela Estrada da Noite…

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