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Resenha “A Maldição do Cigano” – Stephen King (Richard Bachman)

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  Título Original: Thinner

  Autor: Richard Bachman

  Editora: Francisco Alves

  Gênero: Fantasia/Terror

  Páginas: 283

  Ano: 1984 (USA)/1991 (BR)

“Emagrecido!”

   Que outra frase eu poderia usar para abrir essa nova temporada (espero que longa) de resenhas? Numa rápida sinopse,  nosso amigo advogado, o “grande” Billy Halleck, após se safar do atropelamento seguido de homicídio de uma velha  cigana, é amaldiçoado pelo pai da mesma, o cigano mor, o chefão, THE BIG FUCKING BOSS dos ciganos. Com o quê? A  emagrecer. Ok, sei que muitos de vocês não encaram isso como maldição, eu inclusive, quando comecei a ler, mas acreditem… apesar do Billizão estar bem precisado de uma emagrecidinha básica, o negócio meio que toma proporções assustadoras e deixa o cara bem encagaçado. O cigano Lemke mostra que se pode sim fazer justiça com as próprias mãos, e o que é melhor, sem sujá-las. A obra que o nosso queridão escreveu sob o pseudônimo de Bachman é recheada de adrenalina, não só aquela fantasia assustadora que conhecemos e amamos, mas uma verdadeira corrida contra o tempo, em que cada segundo é precioso. A gente vê que as pessoas são sujas em tudo que é lugar, não só na vida real. Claro que o cara não atropelou de propósito, mas foi imprudente pacas e não sofreu nem uma puniçãozinha da justiça… claro, ter costas quentes é o segredo do sucesso, e uma esposa peituda, não podemos esquecer. O cara tem um bom casamento, uma filha adolescente com bastante juízo, e quilos de sobra. Não consigo entender como é que a criatura consegue comer tanto e não se cuidar, e ainda assim ter uma mulher linda que (pasmem) o ama de verdade e não tá com ele pelo dinheiro e carreira bem-sucedida. Depois de todo o sufoco, o confronto com o velho na saída do tribunal, Halleck pensa que tudo voltará a sua normalidade, que este foi um desagradável fato isolado. Tsc, tsc… Cara, eu gosto realmente desse livro, é bom demais, por várias razões. Uma delas é que tu lê se mexendo, não tem como ficar parado. É demais. Temos personagens durões, o Ginelli é o máximo, ofusca todas as atenções com suas tiradas sarcásticas e maldosas. Sem contar que ele não perde a piada nem em meio a um ataque terrorista. Bachman errou feio com ele no final, mas no fundo o compreendo (dessa vez). Agora, o que mais me fez acreditar que este é um grande acerto do mestre é sem dúvida o final FODA. É bom demais quando um escritor sabe os caminhos que pode tomar em relação a suas histórias e as consequências dos mesmos. Esse negócio de escrever se deixando levar não me convence de jeito nenhum: no momento em se decide escrever algo, seja romance, novela ou conto, tu és Deus. Não dá pra deixar tudo se resolver por si. Discordem de mim, podemos discutir essa questão durante horas, mas SK tem sérios problemas em finalizar suas obras. Aqui, ele soube mexer as peças no tabuleiro super bem, consegui ver nitidamente isso. Bom, espero que vocês tenham ( não vou dizer explicitamente “gostado”) se sentido informados quanto à obra. Vale mais do que a pena ler, é curtinho… Primeiro que li dele como Bachman. De resto, vai uma torta de morangos aí?

Resenha Livro “A Zona Morta” – Stephen King

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   Título Original: The Dead Zone

   Autor: Stephen King

   Editora: Abril Cultural

   Gênero: Religião, Sobrenatural, Terror

   Páginas: 389

   Ano: 1985

   Sinopse: Jonny Smith é um simplório professor secundário, acorda de um coma de cinco anos aparentemente sem sequelas, a não ser por uma área de seu cérebro danificada, que o impede de reconhecer certos objetos. Os médicos dão a essa área o nome de zona morta.
Mas a zona morta abriga muito mais do que memórias esquecidas. Por conta dela, Johnny desenvolve o poder de prever o futuro. Isso támbem é sua condenação – nela cresce um tumor que rapidamente suga suas energias.
Após conhecer Greg Stillson, um inescrupuloso candidato a deputado, Johnny tem terríveis visões do político como presidente dos Estados Unidos e o país mergulhando numa guerra nuclear. Perturbado, ele terá que enfrentar o difícil dilema: sofrer em silêncio, sabendo das tragédias que virão, ou matar Stillson, numa desesperadatentativa de impedir a catástrofe prenunciada. 

   Terceiro romance do mestre King, Zona Morta já me atraiu pelo enredo: um rapaz que pode ler pensamentos, prever o futuro ou enxergar o passado de algo ou alguém simplesmente pelo toque. Bom, quem não curtiria ler pensamentos? Eu nesse momento gostaria, enfrentei um momento de turbulências no trabalho com uma colega e ex-amiga. Dá sempre aquela vontade de entender o que se passa na cabeça de um sacana, apropriando-me do termo que parece ser o preferido de Greg Stilson, haha. ZM é um romance paranormal? É, sim. Um romance que ressalta o tema do fanatismo religioso? É, sim. É uma história de amor? É, sim. Mas também, e notavelmente, é uma obra política. Não sei como SK tem esse dom de escrever – e escrever muito bem – sobre todo e qualquer tema que aparecer na sua frente. O cara entrou no universo da politicagem, e entrou com tudo. Nota máxima para ele!

   A princípio, eu julguei que a história teria como tema os assassinatos, e que Johnny desvendaria o mistério, que tornaria Sarah sua esposa, teriam filhinhos e eras isso. Cheguei até a cogitar a hipótese de o marido de Sarah ser o assassino, assim ele já virava carta fora do baralho (mas nunca deixei um segundinho de suspeitar das intenções do sacana do Stilson!). E então eu lembrei: cara, to falando do King. Isso nunca aconteceria. E de fato, estava certa. Meu excelentíssimo torturou-me bastante por ter lido antes de mim. Esse livro me marcou da mesma forma que Carrie marcou: foi dramático demais, doloroso demais. O sobrenatural, o mistério, foram deixados de lado pelo drama, pela tristeza da história. Aquela dor de desejar que pequenos fatos não se consumassem para que a desgraça toda não acontecesse. De desejar que Johnny ficasse na casa de Sarah cuidando dela, ou de que ele tivesse procurado ver se não houvera sequelas do acidente na sua cabeça, além da óbvia paranormalidade. Provavelmente quando vocês lerem a obra, viverão as páginas com o “Se” em mente. Passei por isso no momento em que terminei a parte do acidente da infância.

   Zona Morta está bem longe de ser meu livro favorito, por tratar muito de política. Eu odeio esse tema, acho muito sacal. Creio que se a história fosse mesmo centrada nos assassinatos, com mais ação, eu teria gostado muito mais. No entanto, não chega nem aos pés de Rose Madder no quesito “eu poderia ter passado sem ler”, por exemplo. A meu ver, é um romance que é legalzinho, com um tema bacana de se explorar, mas nada que te prenda.

Resenha Livro “Desespero” – Stephen King

   “Quando o sol se põe e um vento soturno começa a soprar, tudo pode acontecer. E é bem provável que logo se descubra o verdadeiro sentido da palavra desespero.”

   “Aquele que não ama não conhece Deus, pois Deus é amor.” (João 4:8)

   “David recostou sua cabeça novamente no banco, fechou seus olhos e começou a rezar.” 

desperation   Título Original: Desperation

   Autor: Stephen King

   Editora: Ponto de Leitura (Selo Objetiva)

   Gênero: Religião, Sobrenatural, Terror

   Páginas: 540

   Ano: 1996

   (Segunda obra favorita da Bezerrinha, de todos os tempos!)

  Sinopse: Um gato espetado numa placa da Rodovia 50 – uma das mais solitárias dos Estados Unidos – revela que nem sempre é fácil chegarmos ao nosso destino. O professor Jackson e sua esposa, a família Caver e o escritor Jonh Marinville sabem disso. O trajeto até a cidade de Desespero indica que a viagem será sombria e assustadora. Afinal, ao longo deste insólito caminho existe Collie Entragian, um louco disposto a fazer das suas palavras a própria lei. Quem conseguirá sobreviver? Este é o ponto de partida do novo romance de Stephen King, “Desespero”.
Neste romance, o grande mestre descreve a luta apocalípitca entre Deus e o demônio que acontece na pequena cidade de Desespero. O terrível personagem Entragian é apenas uma ponta visível de um terror que tem longos e poderosos tentáculos. O confronto é cruel e literalmente desesperador…. Prepare o seu fôlego e embarque nesta trama alucinante do mestre King.

   ” – Você tem o direito de permanecer calado. Qualquer coisa que você disser poderá ser usada contra você no tribunal. Você tem o direito de ter um advogado presente durante qualquer interrogatório. Eu vou matar vocês. Se você não puder pagar um advogado, um defensor lhe será indicado. Você compreende seus direitos?”

   Esperei tempo demais para publicar a resenha desse livro, sinceramente. A obra, que dentre tantas tão maravilhosas, ocupou por quase um ano o título de melhor livro de todos os tempos para mim, recentemente cedendo lugar à A Dança da Morte (The Stand). Mas bah, tu pensas ao ler a sinopse. O que essa guria, no meio de tanto Chick Lit quer com Stephen King? Mas esse cara fez parte da minha adolescência junto com a paixão da minha vida, Edgar Allan Poe. Esse livro revela o melhor de SK, na minha opinião. Mas muita gente ficou com a ideia de que ele era um puta fanático religioso. Caramba, isso é exatamente o que me conquistou! A batalha religiosa, tanto aqui como em ADM, te pegas totalmente, te transportas para aquelas páginas, tu já estás na luta, e precisas decidir-te rapidamente de que lado estás.

   Em Desespero, SK usa bem suas táticas para impressionar: terror e violência. Aqui, os dois andam de mãos dadas e ninguém é poupado, seja como vítima, seja como leitor. Eu logo de cara já me arrepio, mas vocês sabem o quanto amo gatos, então não é novidade. Essas táticas pegam o leitor de jeito? Sim, pegam, mas particularmente acho que o assunto “Deus” dá mais certo e infinitamente mais pano para a manga. Várias pessoas estão viajando, sejam solitárias ou em grupos, duplas. E todas (bem, quase todas, tu saberás lendo) são paradas na estrada pelo maior guarda já visto. E, é aí que a coisa engrossa legal, gente. Todos eles se apegam ao menino mais velho dos Carver, David. Preciso dizer o quanto me afeiçoei a ele? Mexeu demais comigo a história dele e de como o garoto deu a mão para Deus e tornaram-se amigos. Nossa, muito emocionada só de lembrar (já faz tempo que li, mas guardo bem na memória cada detalhe)! As partes dos milagres foram bem tocantes, e a gente sente mesmo esperança quando estamos perto do David. Ele é até um moleque calmo ao longo de todas as páginas, visto o horror pelo qual passou logo no início. A tensão é grande em algumas cenas dele, principalmente a do sabão, concordarás comigo.

   Todos ali sofreram perdas, o guarda é muito mal! Mas se mantêm firmes em sua sobrevivência. Eu passei aflitérrima pelo momento em que íamos descobrir o que se passou naquela cidade para ela ser tão deserta e como raios um homem pode ser tão alto e com uma cor tão esquisita. E nosso mestre não me decepciona, tirei o chapéu para o enredo, todas as explicações e todos os pontos. King foi tão ousado que utilizou um recurso que só vi raras vezes: reaproveitamento de personagens. Claro, não de personagens principais, mas mesmo assim, curti pacas isso. Quem nunca se perguntou como andaria tal personagem, ou que sentiu saudade e tal. E as obras não são ligadas em enredo nem nada, a única ligação que possuem é essa personagem. Muito bacana mesmo.

   Enfim, não quero aprofundar-me na questão da religiosidade aqui nessa resenha, embora ela renda horas a fio de vozes exaltadas. Essa é uma história que nos conta que por pior que seja a maldade de um ser, Deus triunfa sobre ela. Deus triunfa sobre tudo, e ele pode ser cruel, mas Deus é amor…

Resenha Filme “Carrie” – Brian de Palma

   Muito mais entusiasmada hoje do que nas outras edições dessa coluna, venho escrever sobre um clássico do terror, um dos filmes mais bem feitos, na minha concepção. Então vamos às informações gerais, ou ficha técnica (aviso aos presentes: a seguir vem tudo que eu quiser falar sobre o filme, então se você ainda não viu e ficou interessado, fique atento pois o texto possui conteúdo revelador):
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   Título Original: Carrie
   Direção: Brian de Palma
   Roteiro: Lawrence D. Cohen
   Elenco: Sissy Spacek, Piper Laurie, Amy Irving, William Katt, John Travolta, Nancy Allen
   Duração: 98 minutos
   Gênero: Terror/Suspense
   Lançamento: 1976
   Agora me diz  que a maioria já viu ou pelo menos ouviu falar dessa superprodução. Assisti primeiro àquela bagaça feita em 1999, como era pequena e me impressionava com pouca coisa gostei. Sou grande admiradora dos filmes de terror e suspense, e isso não é recente. Desde pequena demonstro interesse pelo gênero, e pesquisando sobre o filme em questão, descobri que este era uma espécie de continuação, para alguns um “remake” de um filme antigo baseado no livro de mesmo nome, escrito por ninguém menos do que o mestre Stephen King. Sem perder tempo, aluguei o livro na biblioteca municipal da minha cidade e passei momentos muito gostosos lendo sobre o sobrenatural, vingança e violência. Tempos mais tarde, tendo televisão por assinatura em casa, descobri que o filme original seria exibido. Não me decepcionei, tirei o chapéu para diretor, roteirista e atores. O filme ficou uma jóia do terror, tinha a alma de King. A atuação da Spacek não deixou a desejar em nenhum momento, vi realmente a Carrie nela.
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   Sem mais delongas, vamos ao filme: Nele conhecemos Carrie White, uma garota tímida e sem amigos. Por morar completamente isolada de todos, com sua mãe biruta, zureta e fanática religiosa, ela tem a fama de ser esquisita. Como só tem contato com o mundo exterior quando vai à escola, Carrie é constantemente achincalhada (qual é, naquela época não existia o termo bullying) pelos colegas. Durante um dos seus muitos momentos de humilhação, a garota descobre que pode fazer objetos se mexerem. Nada mais nada menos do que poderes telecinéticos (se ela tivesse procurado se informar sobre o assunto, teria chegado ao Professor Xavier e se aconselhado com a Jean Grey, nada da tragédia que viria a seguir teria acontecido. Porém, Stephen King provavelmente não daria esse desfecho à personagem principal, o que para alguns pode ter sido uma pena). Impressionada, a perturbada garota passa a testá-los.
   Sua vida vai seguindo com acontecimentos cada vez mais humilhantes por parte das colegas de escola, culminando na agressão de uma colega, Chris, pela professora de educação física e na sua proibição de ir ao baile da escola. Sue Snell, uma de suas colegas, penalizada por causa das brincadeiras horríveis contra Carrie, pede ao seu namorado que acompanhe a infeliz garota ao baile, com o intuito de ela ter uma noite inesquecível.
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   Dito e feito, a garota é até escolhida a Rainha do Baile (que atire a primeira pedra a guria que nunca sonhou com esse momento *-*)… o que ninguém contava é que havia uma terrível armação contra Carrie em curso. A maléfica Chris, seu namorado (vivido por John Travolta, segundo filme do cara e ninguém dava nada por ele. Foi estourar a boca do balão pouco tempo depois, em Os Embalos de Sábado À Noite) e a turminha de amigos estão preparando mais uma brincadeirinha: e assim, a então Rainha Carrie é lavada com sangue de porco, na frente de toda a escola, que ri e debocha sem dó da coitada:
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   É aí que a coisa deslancha para o mal mesmo. Roída de ódio e revolta, a garota é tomada por tamanha onda de vingança que acaba usando seus poderes para matar todos os presentes, violentamente. E não pára por aí: cheia de raiva, sai à procura dos responsáveis por sua humilhação. Melhor momento do filme para mim, com certeza. Enfim, excelente atuação de todos, excelente produção. A adaptação do livro ficou de fato muito boa, coisa rara de acontecer, principalmente com o King (vide O Apanhador de Sonhos. Querem uma opinião, basta perguntarem ao dono do blog no qual escrevo neste momento). Dizem que vai sair um novo filme. Não será uma continuação, e sim uma “fiel adaptação ao livro”, como foi noticiado recentemente. Não sei não, hein… Para quem gosta de terror, vale muito a pena assistir ao filme e ler o livro. Recomendo os dois.

Stephen King Quer Voltar ao Terror Na Continuação de O Iluminado

   À EW, o escritor Stephen King falou sobre o esperado romance Dr. Sleep, a continuação de O Iluminado (The    Shining) que chega às livrarias dos EUA em 24 de setembro.

   O Iluminado terminava com o chef Dick Halloran sobrevivendo à loucura de Jack Torrance e levando Wendy e Danny a um resort no Maine. Agora Danny, já adulto, mora em Nova York e trabalha em um hospital, onde, com seus    poderes, ajuda doentes terminais a morrer em paz. Por isso o título “Doutor Sono”.

   Questionado sobre a origem da sequência, King menciona o alcoolismo de Jack Torrance no livro e os possíveis reflexos sobre Danny: “Uma das coisas que sempre me perguntavam é por que Jack nunca foi aos Alcoólatras Anônimos, já que bebia tanto. Uma das coisas que frequentadores de AA, ou pessoas com problemas de abusos de substâncias, costumam dizer é que é uma questão de família. Eu me perguntei se Danny aos 20 ou 25 anos estaria bebendo como o pai… Daí finalmente decidi que usaria isso na história para revisitar toda essa questão. Tal pai, tal filho”.

   “Há uns cinco anos, vi uma matéria em um desses noticiários de TV matinais sobre um gato de estimação em um hospítal. A história dizia que o gato sabia antes de qualquer outra pessoa quem estava para morrer; ele ficava no quarto, se enrolava na cama e as pessoas nunca se importavam – daí essas pessoas morriam. Pensei que eu gostaria de    escrever uma história sobre isso, então fiz a conexão com Danny Torrance como um adulto e decidi que seria isso”, continua.

   “A ideia de fazer uma continuação é sempre perigosa. As pessoas olham, acham que você está ficando sem ideias. Não acho que seja o caso. Sinto que era um grande desafio retornar [a essa história]. Basicamente, a intenção é fazer todo mundo se borrar de medo. Vamos ver se eu ainda consigo fazer isso”, completa.

Enquanto esperamos, a Warner Bros. planeja fazer um prelúdio do filme, sem relações com Dr. Sleep.

FONTE: OMELETE

Resenha “O Iluminado” (The Shining) – Stephen King

   Lembro-me como se fosse ontem, numa das minhas primeiras visitas à Biblioteca Municipal de minha antiga cidade como efetiva sócia (orgulhosa à beça, antes ia e ficava só namorando os livros em destaque), estava tão feliz que resolvi que chegava de olhar os livros só da frente, os expostos mais populares. Queria aventura de verdade, então fui logo caminhando pelo fundo à esquerda. Lá estava a verdadeira mina de ouro: terror e suspense. Fui direto na minha paixão de menina, Edgar Allan Poe. Porém, uma prateleira abaixo me chamou muito a atenção. Livros com capas de palhaços apavorantes, carros vermelhos, garotas tristes, esqueletos… vi que o autor de cada um deles era um tal de Stephen King. Não se enganem pensando que o nome me era estranho. Já conhecia o carinha, uma pessoa como eu, ávida por livros do gênero jamais ignoraria o nome e suas referências. O que acontece é que na biblioteca da minha escola não tinha nada dele, então ao ver uma prateleira cheia de suas obras meu rosto se abriu num imenso sorriso de satisfação. Isso foi um pouco antes de eu ingressar em romances mulherzinha, como os da Nora Roberts. Fiquei entre Carrie e O Iluminado. Acabei levando os dois (podia pegar dois livros e um kit de gibis por 10 dias). Aquele por a história me lembrar um pouquinho a da Jean Grey, minha X-Men favorita, e este por ter visto o filme e UAU, era de arrepiar. Talvez pela cara do Jack Nicholson já ser naturalmente assustadora, vai se saber…
    Tendo os lido nessa ordem, devo dizer que estava ansiosa por começar o segundo. O Iluminado foi ao mesmo tempo maravilhoso e revoltante, porque quando analisamos pelo prisma literário, o filme deixou muito a desejar. O livro era muito mais, é muito mais. O horror, o medo puro impresso naquelas 399 páginas jamais poderá ser reproduzido à altura.
   Título Original: The Shining
   Ano de Lançamento: 1977
   Número de Páginas: 399
   Grau de Pavor – Escala de 1 a 10: 9,85
   Diferentemente do que a maioria pensa antes de ler a obra do Tio King, não, o iluminado da história não é o Jack Torrance. Ele é apenas um escritor com certo potencial e chefe dessa família, que inclui sua esposa Winnyfred (Wendy) e seu filho de cinco anos Daniel (Dan ou Danny para os mais chegados), este sim sendo o personagem-título desse clássico. O garoto é muito inteligente para a idade que tem, às vezes sabendo até demais, como onde as coisas em casa estão quando ninguém as encontra, ou quando vai chover. Ele possui um amigo imaginário, Tony. Os Torrances estão passando por uma grave crise financeira e emocional, tendo Wendy quase pedido o divórcio por não suportar o marido bebendo como um gambá. Esse problema fez com que Jack perdesse o emprego e quebrado o braço de Danny quando este tinha apenas três anos. Até que o homem resolve se tornar abstêmio. Como isso não mudasse o fato de que passariam a ficar sem comer, Jack não pensa duas vezes quando um amigo lhe oferece a vaga de zelador do famoso Hotel Overlook. Muda-se com sua família para as montanhas e quando tudo parece finalmente entrar nos eixos as coisas começam a ficar estranhas… Danny constantemente tem pesadelos tenebrosos com o hotel, de dia vendo até imagens impressas nas alas de épocas atrás. Jack desenterra todo o passado do hotel, que é extremamente negro. O filho parece ter premonições vindas de Tony, envolvendo o hotel e sua família, mas não consegue entender… até que uma ida não autorizada ao apartamento 217 desencadeia o horror encerrado nas ricas paredes do Overlook…
   Uma das coisas a se observar na obra não é só a idéia central. King escreve muito sobre o relacionamento dos três, do quanto Wendy deixou de confiar no marido quando este agrediu o filho, e no quanto pai e filho são apegados um ao outro. Isso veio do próprio relacionamento entre King e seu filho Joe, a quem a obra é dedicada:
   “Este é para Joe Hill King, que ilumina.”
   O amor entre os dois por vezes faz Wendy sentir ciúmes, como se fosse uma estranha entre eles. Devo dizer que gostei à beça das cenas de amor entre Jack e Wendy, que foram tão bem escritas que me pergunto se não foram inspiradas em seu relacionamento com Tabitha. Não posso deixar de comentar o quanto um outro aspecto além do terror me chamou a atenção. O drama. Este não é apenas um livro para assustar e fazer gemer de medo, mas sim a vida de uma família, que mesmo com acontecimentos extraordinários é normal como qualquer outra, com seus problemas, suas alegrias. A superação diária do problema de alcolismo do marido e pai. Wendy em seu subconsciente teme que Jack agrida Danny novamente. Quantas vezes emocionei-me com o relacionamento de Danny e Jack, o garoto esperando ansiosamente pelo pai enquanto ouve seu radinho de pilha. Das tentativas deles fazerem bonecos quando começou a nevar, da estradinha que o pai fez para ele brincar com seus carrinhos. O amor com que Jack ensinava o filho a ler. Claro que Danny amava muito a mãe, mas como está escrito nas próprias páginas “O filho era a menina dos olhos de Jack”. Antes de ser uma história cruel sobre forças malignas, é sobre um amor incondicional. O quanto o Sr. Torrance lutou para não ser possuído pela criatura cruel daquele lugar, tudo pelo filho. Só passou a enfraquecer pelas desconfianças de Wendy e da impotência que sentia em relação aos acontecimentos ali presentes, pois sabia que o filho não estava mentindo. Jack então vive um grande conflito que é a) ceder à atração e influência do Overlook sobre ele, assim mudando da posição de zelador para gerente e de quebra escrevendo um livro sobre o lugar e b) deixar aquele maldito lugar, salvando a família e a si mesmo. Mas quando o hotel descobre a fraqueza de Jack e a bebida entra no jogo, consegue possuí-lo. Fiquei infinitamente triste, porque apesar de já ter visto o filme, minha esperança era de que isso não acontecesse. Descobrir que Tony na verdade era Dan um pouco mais crescido (seu nome do meio é Antony) foi uma surpresa muito legal.
   Enfim, esse foi meu segundo livro do Stephen King, e até hoje, tanto tempo depois de lê-lo sei que é e sempre será um dos mais assustadores e emocionantes romances já lidos por mim. E não são poucos, meu caro, pode acreditar.

Resenha “Rose Madder” – Stephen King

   Vamos falar sobre vingança? Haha, ok, não vou dizer que essa obra se resuma em pura e simples vingança. Talvez se assim fosse eu não tivesse me decepcionado um pouco…

  Título Original: Rose Madder
  Número de Páginas: 379
  Autor: Stephen King
  Gênero: Suspense, Drama, Fantasia
  Ano de Lançamento: 1996

   Comecemos pela sinopse. Aliás, curioso isso, muita gente detesta ler a sinopse de livros, ou aquilo que chamamos de orelha. Tem também a contracapa. Conheço bem um cara que não gosta. Mas vamos ao que interessa: Rosie Daniels, depois de sofrer 14 longos anos em um casamento infeliz e cheio de violência (há quem seja feliz com violência, mas isso já é outra história…) com o policial Norman, uma bela manhã resolve dar no pé. O motivo? Uma simples gotinha de sangue seco na fronha do travesseiro. Já por esse começo digo que é bem bacana essa parte, o quanto a gente pode aguentar de alguém e algo minimamente ruim pode ser a gota d’água que transborda o copo. Enfim, ela parte e ainda levando o cartão do banco do cara. Rosie está destroçada, depois de tudo que aguentou em quase duas décadas de vida desperdiçadas ao lado de um maluco, covarde e sádico. Vai parar em uma cidade a 1400 quilômetros de onde morava, conhece uma entidade que auxilia mulheres vítimas de quaisquer tipos de abuso e começa a tentar refazer sua vida. Faz muitas amigas nesse abrigo, o Filhas & Irmãs. Arruma um emprego em um hotel, descobre um talento incomum para um novo emprego, conhece um rapaz… enquanto isso Normie começa sua caçada pela vagabunda que teve a audácia de ir embora levando seu cartão do banco. Muitos detalhes do destino o favorecem nessa busca.
   Nesse meio tempo, Rosie é apresentada a um quadro fascinante: Rose Madder. Bom, e é aí que a coisa degringola no enredo, a meu ver. Não sei se esperava que houvesse um momento de Norman se ferrando pela mão da ex-esposa por meios cruéis, ou ele preso e sendo enrabado, só sei que a história foi tomando um rumo muito sem noção, e ela tinha tudo para ser um livro e tanto. Mais um do mestre King. Porém não rolou… sei que o atraente nele é exatamente o incomum, o sobrenatural, seja qual for o sentido. Mas aqui eu tenho a impressão de que ele escreveu o livro todo doidão e sem conhecimento do que tava fazendo. É legal o lance do quadro, de ter uma história para ele. Mas ficou com um sentido de fantasia tosca, não causou medo e eu sempre espero medo das obras dele. Aqui o mais chocante foi o relato do Norman estuprando a mulher com uma raquete de tênis…
   Não sei qual foi a intenção do Stephen King com Rose Madder, o que ele esperava desse livro, um dia espero eu mesma indagá-lo quanto a isso. A história é nota 10 em quesito chocante, nojento. O que bate com o que ele declarou numa entrevista. Chocar está entre os 3 objetivos dele com uma história. É também muito engraçada, porque eu não pude deixar de rir dos desvarios do cara… o que é a briga dele com a Gertie, haha. Nessa história somos apresentados a uma personagem secundária que será um dos destaques de uma futura obra a sair em 2001. Mesmo com pontos positivos, o negativo pesa mais a meu ver. Principalmente a falta de conexão com a realidade… mas estamos falando de King! Sim, meu amigo, e mesmo assim poderás concordar que é meio sem sentido o cara ter tomado uma bela surra, ter quebrado costelas, matado com requintes de crueldade dois policiais armados, matar uma cambada sem ser notado… pô, eu esperava mais dessa obra. Mas o que pesou mesmo foi eu acreditar que Rosie daria o troco no babaca. Que nada! Foi preciso ele entrar numa pintura e o negócio virar delírio… então OUTRA pessoa deu cabo dele. Isso foi muito decepcionante. A vingança era dela, não achei justo, como mulher. A cereja do bolo tinha que ter sido dela.
   Bom, o que é um livro ruim (minha opinião, mais uma vez reforço) perto de tantos mais EXTRAORDINÁRIOS? Vem mais resenhas de obras dele aí, e essas eu adianto que são bem positivas. Enquanto elas não chegam, vamos trocar idéias?

O Que Esperar de “Doctor Sleep” – Stephen King

   Nas palavras do próprio Tio King:
   Os críticos têm sido muito gentis em relação ao 11/22/63, e eles dizem que eu estou me afastando de toda aquela coisa do terror. Eles não vão saber o que os acertou com Dr. Sleep. Esse é um livro extremamente assustador.”
   Pois é gente. Não é novidade para ninguém, seja este fã de SK ou apenas amante de um bom livro de terror, que nosso tão amado escritor concluiu ano passado o rascunho da continuação de O Iluminado, lançado em 1977 e uma das campeãs de obras mais vendidas. Doctor Sleep tem lançamento previsto para 24 de setembro de 2013 (sim, falta tudo isso ainda!!) e conta um pouco do tempo passado por Wendy e Danny após os pavorosos acontecimentos no Hotel Overlook. Logo após somos apresentados a um Daniel Torrance crescido nos seus 40 anos, vivendo em uma pequena comunidade em New Hampshire. Lá ele auxilia os pacientes em estado terminal a passarem para o outro lado – em suma, a morrer, evitando aqui a linguagem eufemista – tranquilamente. Daí o título. Muito embora puéssemos desconfiar, se presumíssemos uma continuação futura na época em que lemos o romance, que o garotinho pudesse levar a profissão de Doutor. Danny enfrenta constantemente seus demônios interiores, revivendo todo o seu terrível passado enquanto leva sua vida trabalhando no hospício da comunidadezinha. As coisas mudam quando ele conhece a garotinha Abra Stone, que como ele também é “iluminada”. Depara-se então com uma tribo bizarra de criaturas que possuem a capacidade de sugar essa energia psíquica dos iluminados. Uma grande batalha entre o bem e o mal será travada. Enquanto ficamos nessa mega expectativa, deixo para vocês algumas boas informações. Sim, sei que sou um pontinho mínimo dentre tantos que estão ávidos por este romance, talvez mais ansiosamente esperado do que mais um volume da série A Torre Negra – e já vou avisando, li só até o V, há bastante tempo. Quero relê-la desde o primeiro volume, então não me venham com spoilers nos comments -.
   Início lido por King em fevereiro do ano passado:
  “No segundo dia de Dezembro do ano de 1977, um dos grandes hotéis resorts do Colorado queimou até o chão.
   O Overlook foi declarado com perda total depois de uma investigação do marechal dos bombeiros. O corpo de bombeiros declarou que a causa tinha sido uma caldeira com defeito. O hotel foi fechado para o inverno, quando ocorreu o acidente, e apenas quatro pessoas estavam presentes. Três sobreviveram.
   O zelador de inverno, John Torrance foi morto durante uma frustrada e heróica tentativa para soltar a pressão da caldeira de vapor, que havia chegado a um nível desastrosamente elevado, devido a uma válvula de alívio inoperante. Dois dos sobreviventes foram a esposa e filho do zelador. A terceira pessoa foi o chef do Overlook, Richard Halloran, que tinha deixado seu emprego de temporada na Flórida e veio para verificar os Torrances por causa, do que ele chamou de “um palpite forte” que a família estava em apuros.
   Os adultos sobreviventes escaparam muito feridos da explosão, somente a criança não se feriu – fisicamente, pelo menos.
Wendy Torrance e seu filho receberam uma quantia em dinheiro, cedida pela empresa proprietária do Overlook. Não era grande coisa, mas o suficiente para sustentá-los bem durante os três anos que ela ficaria sem trabalhar por causa de lesões nas costas. Ela consultou um advogado que lhe disse que se ela estivesse disposta a resistir e jogar duro, ela iria ganhar mais – talvez muito mais – porque a coorporação estava ansiosa por evitar um processo judicial.
Mas ela, assim como a coorporação, só queria deixar o inverno desastroso no Colorado para trás. Ela iria se recuperar, ela disse, e o fez, apesar dos seus ferimentos nas costas terem a atormentado até o fim de sua vida. Vértebras despedaçadas e costelas quebradas podem ser curadas, mas nunca param de doer.
   Winnifred e Daniel Torrance viveram em Maryland por um tempo e depois se mudaram para Tampa. Às vezes, Dick Halloran, aquele dos palpites poderosos, vinha de Key West para conversar com eles – para visitar o jovem Danny especialmente. Eles tinham uma certa ligação.
Em uma manhã, no início de março de 1981, Wendy ligou para Dick e perguntou se ele poderia vir. Danny, disse ela, havia acordado no meio da noite e disse-lhe para não entrar no banheiro. Depois disso, ele se recusou a falar qualquer coisa.
Ele acordou com vontade de fazer xixi e um vento forte soprava lá fora. Estava quente – na Flórida era quase sempre quente – mas ele não gostava do som e supunha que nunca iria gostar. Ele lembrava o Overlook, onde o defeito da caldeira tinha sido o mínimo dos perigos.
Ele e sua mãe moravam em um cortiço, em um pequeno apartamento no segundo andar. Danny saiu do quartinho, ao lado do de sua mãe e atravessou o corredor. O vento soprava, e as folhas de uma palmeira morta batiam ao lado do edifício. O som era esquelético.
   Eles sempre deixavam a porta do banheiro aberta quando ninguém estava usando, porque a fechadura estava quebrada. Agora estava fechada – não porque sua mãe estava lá. Graças as lesões faciais sofridas no Overlook, ela agora roncava – um suave som de “queep, queep” – e ele podia ouvi-lo vindo do quarto.
Bem – ele pensou – ela fechou-a por acidente, é só isso.
   Porém, ele agora entendia o que acontecia. Ele era um menino de palpites e intuições poderosas, mas às vezes você tinha que saber. Às vezes, você tinha que ver. Isso era algo que ele havia aprendido no Overlook, em um quarto no segundo andar.
Estendendo um braço que pareceu muito longo, muito elástico e sem osso, ele girou a maçaneta e abriu a porta.
   A mulher do quarto 217 estava lá, como ele previu que estaria. Ela estava sentada nua na privada, com as pernas e coxas pálidas e inchadas. Seus seios pendiam como balões vazios. O cabelo abaixo do seu estômago era cinza. Seus olhos também eram cinzentos, como espelhos de aço.
Ela o viu e seus lábios se esticaram em um sorriso.
Feche os olhos – Dick Halloran disse uma vez – Se você vir alguma coisa ruim, feche os olhos e diga a si mesmo que não há nada ali e quando abri-los novamente, aquilo terá ido embora. Mas não havia funcionado no quarto 217 quando ele tinha cinco anos e não iria funcionar agora quando ele tinha oito. Ele sabia disso. Ele podia sentir o cheiro dela, ela estava apodrecendo.
   A mulher – ele sabia o nome dela, era a Sra. Massey – levantou-se sobre os pés roxos estendendo as mãos para ele. A carne em seus braços pendiam, quase escorrendo. Ela estava sorrindo do jeito que se faz quando você vê um velho amigo, ou talvez, algo bom para comer.
Com uma expressão que poderia parecer calma, Danny fechou a porta suavemente e deu um passo para trás. Ele observou quando a maçaneta virou para a direita, esquerda, direita de novo e então parou. Ele tinha 8 anos agora e era capaz de, pelo menos, ter algum pensamento racional em meio ao horror – em parte porque em algum lugar profundo de sua mente, ele estava esperando por isso, embora pensasse que seria Horace Derwent que acabaria por aparecer, ou talvez o barman, que o pai havia chamado de Lloyd. Ele supôs que deveria saber que seria a Sra. Massey, mesmo antes de finalmente acontecer.
   Porque, de todas as coisas mortas-vivas no Overlook, ela tinha sido a pior.”
  
   “Pelas estradas cruzando a América, uma tribo de pessoas chamada ‘O Laço Verdadeiro’ viaja em busca de subsistência. Eles parecem inofensivos – a maioria é formada de velhos, usando montes de poliéster, casados com seus Veículos Recreativos. Mas como Dan Torrance sabe, e a garotinha Abra Stone acaba por aprender, O Laço Verdadeiro é um clã de quase-imortais, vivendo do ‘vapor’ que as crianças com poderes de ‘iluminado’ produzem enquanto são lentamente torturadas até a morte.
Assombrado pelos habitantes do Hotel Overlook onde passou um aterrorizante ano de sua infância, Dan tem vagado errante por décadas, desesperado para verter o legado de angústia, alcoolismo, e violência de seu pai. Finalmente, ele se finca em uma cidade de Nova Hampshire, uma comunidade de alcoólatras anônimos que o sustenta, e lhe dá um trabalho em um lar hospitalar onde o que sobrou de seus poderes de ‘iluminado’ providenciam um conforto final e crucial para aqueles que estão morrendo. Ajudado por um gato presciente, ele se torna o ‘Doutor Sono’.
Então Dan conhece a evanescente Abra Stone, e seu dom espetacular, o mais brilhante poder de iluminado já visto, que resgata os próprios demônios de Dan e o invoca para batalhar pela alma e sobrevivência de Abra. Esta é uma batalha épica entre o bem e o mal, uma história sangrenta e gloriosa que emocionará milhões de leitores hiper-devotados de O Iluminado e satisfará qualquer um que seja novato ao território deste clássico ícone dos trabalhos de King”.
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