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Resenha “A Maldição do Cigano” – Stephen King (Richard Bachman)

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  Título Original: Thinner

  Autor: Richard Bachman

  Editora: Francisco Alves

  Gênero: Fantasia/Terror

  Páginas: 283

  Ano: 1984 (USA)/1991 (BR)

“Emagrecido!”

   Que outra frase eu poderia usar para abrir essa nova temporada (espero que longa) de resenhas? Numa rápida sinopse,  nosso amigo advogado, o “grande” Billy Halleck, após se safar do atropelamento seguido de homicídio de uma velha  cigana, é amaldiçoado pelo pai da mesma, o cigano mor, o chefão, THE BIG FUCKING BOSS dos ciganos. Com o quê? A  emagrecer. Ok, sei que muitos de vocês não encaram isso como maldição, eu inclusive, quando comecei a ler, mas acreditem… apesar do Billizão estar bem precisado de uma emagrecidinha básica, o negócio meio que toma proporções assustadoras e deixa o cara bem encagaçado. O cigano Lemke mostra que se pode sim fazer justiça com as próprias mãos, e o que é melhor, sem sujá-las. A obra que o nosso queridão escreveu sob o pseudônimo de Bachman é recheada de adrenalina, não só aquela fantasia assustadora que conhecemos e amamos, mas uma verdadeira corrida contra o tempo, em que cada segundo é precioso. A gente vê que as pessoas são sujas em tudo que é lugar, não só na vida real. Claro que o cara não atropelou de propósito, mas foi imprudente pacas e não sofreu nem uma puniçãozinha da justiça… claro, ter costas quentes é o segredo do sucesso, e uma esposa peituda, não podemos esquecer. O cara tem um bom casamento, uma filha adolescente com bastante juízo, e quilos de sobra. Não consigo entender como é que a criatura consegue comer tanto e não se cuidar, e ainda assim ter uma mulher linda que (pasmem) o ama de verdade e não tá com ele pelo dinheiro e carreira bem-sucedida. Depois de todo o sufoco, o confronto com o velho na saída do tribunal, Halleck pensa que tudo voltará a sua normalidade, que este foi um desagradável fato isolado. Tsc, tsc… Cara, eu gosto realmente desse livro, é bom demais, por várias razões. Uma delas é que tu lê se mexendo, não tem como ficar parado. É demais. Temos personagens durões, o Ginelli é o máximo, ofusca todas as atenções com suas tiradas sarcásticas e maldosas. Sem contar que ele não perde a piada nem em meio a um ataque terrorista. Bachman errou feio com ele no final, mas no fundo o compreendo (dessa vez). Agora, o que mais me fez acreditar que este é um grande acerto do mestre é sem dúvida o final FODA. É bom demais quando um escritor sabe os caminhos que pode tomar em relação a suas histórias e as consequências dos mesmos. Esse negócio de escrever se deixando levar não me convence de jeito nenhum: no momento em se decide escrever algo, seja romance, novela ou conto, tu és Deus. Não dá pra deixar tudo se resolver por si. Discordem de mim, podemos discutir essa questão durante horas, mas SK tem sérios problemas em finalizar suas obras. Aqui, ele soube mexer as peças no tabuleiro super bem, consegui ver nitidamente isso. Bom, espero que vocês tenham ( não vou dizer explicitamente “gostado”) se sentido informados quanto à obra. Vale mais do que a pena ler, é curtinho… Primeiro que li dele como Bachman. De resto, vai uma torta de morangos aí?

Resenha Livro “Desespero” – Stephen King

   “Quando o sol se põe e um vento soturno começa a soprar, tudo pode acontecer. E é bem provável que logo se descubra o verdadeiro sentido da palavra desespero.”

   “Aquele que não ama não conhece Deus, pois Deus é amor.” (João 4:8)

   “David recostou sua cabeça novamente no banco, fechou seus olhos e começou a rezar.” 

desperation   Título Original: Desperation

   Autor: Stephen King

   Editora: Ponto de Leitura (Selo Objetiva)

   Gênero: Religião, Sobrenatural, Terror

   Páginas: 540

   Ano: 1996

   (Segunda obra favorita da Bezerrinha, de todos os tempos!)

  Sinopse: Um gato espetado numa placa da Rodovia 50 – uma das mais solitárias dos Estados Unidos – revela que nem sempre é fácil chegarmos ao nosso destino. O professor Jackson e sua esposa, a família Caver e o escritor Jonh Marinville sabem disso. O trajeto até a cidade de Desespero indica que a viagem será sombria e assustadora. Afinal, ao longo deste insólito caminho existe Collie Entragian, um louco disposto a fazer das suas palavras a própria lei. Quem conseguirá sobreviver? Este é o ponto de partida do novo romance de Stephen King, “Desespero”.
Neste romance, o grande mestre descreve a luta apocalípitca entre Deus e o demônio que acontece na pequena cidade de Desespero. O terrível personagem Entragian é apenas uma ponta visível de um terror que tem longos e poderosos tentáculos. O confronto é cruel e literalmente desesperador…. Prepare o seu fôlego e embarque nesta trama alucinante do mestre King.

   ” – Você tem o direito de permanecer calado. Qualquer coisa que você disser poderá ser usada contra você no tribunal. Você tem o direito de ter um advogado presente durante qualquer interrogatório. Eu vou matar vocês. Se você não puder pagar um advogado, um defensor lhe será indicado. Você compreende seus direitos?”

   Esperei tempo demais para publicar a resenha desse livro, sinceramente. A obra, que dentre tantas tão maravilhosas, ocupou por quase um ano o título de melhor livro de todos os tempos para mim, recentemente cedendo lugar à A Dança da Morte (The Stand). Mas bah, tu pensas ao ler a sinopse. O que essa guria, no meio de tanto Chick Lit quer com Stephen King? Mas esse cara fez parte da minha adolescência junto com a paixão da minha vida, Edgar Allan Poe. Esse livro revela o melhor de SK, na minha opinião. Mas muita gente ficou com a ideia de que ele era um puta fanático religioso. Caramba, isso é exatamente o que me conquistou! A batalha religiosa, tanto aqui como em ADM, te pegas totalmente, te transportas para aquelas páginas, tu já estás na luta, e precisas decidir-te rapidamente de que lado estás.

   Em Desespero, SK usa bem suas táticas para impressionar: terror e violência. Aqui, os dois andam de mãos dadas e ninguém é poupado, seja como vítima, seja como leitor. Eu logo de cara já me arrepio, mas vocês sabem o quanto amo gatos, então não é novidade. Essas táticas pegam o leitor de jeito? Sim, pegam, mas particularmente acho que o assunto “Deus” dá mais certo e infinitamente mais pano para a manga. Várias pessoas estão viajando, sejam solitárias ou em grupos, duplas. E todas (bem, quase todas, tu saberás lendo) são paradas na estrada pelo maior guarda já visto. E, é aí que a coisa engrossa legal, gente. Todos eles se apegam ao menino mais velho dos Carver, David. Preciso dizer o quanto me afeiçoei a ele? Mexeu demais comigo a história dele e de como o garoto deu a mão para Deus e tornaram-se amigos. Nossa, muito emocionada só de lembrar (já faz tempo que li, mas guardo bem na memória cada detalhe)! As partes dos milagres foram bem tocantes, e a gente sente mesmo esperança quando estamos perto do David. Ele é até um moleque calmo ao longo de todas as páginas, visto o horror pelo qual passou logo no início. A tensão é grande em algumas cenas dele, principalmente a do sabão, concordarás comigo.

   Todos ali sofreram perdas, o guarda é muito mal! Mas se mantêm firmes em sua sobrevivência. Eu passei aflitérrima pelo momento em que íamos descobrir o que se passou naquela cidade para ela ser tão deserta e como raios um homem pode ser tão alto e com uma cor tão esquisita. E nosso mestre não me decepciona, tirei o chapéu para o enredo, todas as explicações e todos os pontos. King foi tão ousado que utilizou um recurso que só vi raras vezes: reaproveitamento de personagens. Claro, não de personagens principais, mas mesmo assim, curti pacas isso. Quem nunca se perguntou como andaria tal personagem, ou que sentiu saudade e tal. E as obras não são ligadas em enredo nem nada, a única ligação que possuem é essa personagem. Muito bacana mesmo.

   Enfim, não quero aprofundar-me na questão da religiosidade aqui nessa resenha, embora ela renda horas a fio de vozes exaltadas. Essa é uma história que nos conta que por pior que seja a maldade de um ser, Deus triunfa sobre ela. Deus triunfa sobre tudo, e ele pode ser cruel, mas Deus é amor…

Colin Firth É Confirmado Como Vilão Em “Before I Go To Sleep”

   Não creio! O galã de tantas comédias românticas inglesas fará um papel de vilão no cinema? É isso mesmo, pessoal… Leiam a notícia na íntegra:

   Está confirmado pela Variety que Colin Firth (O Discurso do Rei) está no elenco de Before I Go To Sleep, suspense baseado no livro de Steve Watson.

   Firth interpretará o marido de Nicole Kidman. Além dos dois, também estão no elenco Mark Strong (O Espião que Sabia Demais) e Anne-Marie Duff (O Garoto de Liverpool).

   A ex-esposa de Tom Cruise interpretará uma mulher que acorda com amnésia todos os dias e precisa lidar com o fato de não reconhecer seu marido, sua família e até mesmo a própria cama. Uma história bastante parecida com a que vimos na comédia romântica estrelada por Adam Sandler e Drew Barrymore em 2004, Como se Fosse a Primeira Vez.

   As filmagens estão programadas para começar no final do mês, em Londres.

   Fonte: Omelete

cf
   Mas não adianta, ele sempre será Mr. Darcy de dois dos melhores filmes já assistidos por mim.
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